Crianças e jovens em violência armada organizada
|
COAV é a sigla em inglês para ‘Crianças e Jovens em Violência Armada Organizada’, termo designado por especialistas para distinguir crianças e adolescentes empregados ou participando de gangues armadas fora de guerras de um outro grupo reconhecido internacionalmente como ‘crianças soldados’. O objetivo é alertar para o problema, que cresce em todo o mundo, conscientizar as sociedades a respeito dos motivos que levam a este envolvimento, criar políticas públicas de prevenção, evitar a perda dos direitos civis destes grupos, e não legitimar o uso da força do estado contra eles. Em todos os lugares onde se verifica o problema, os envolvidos são vítimas de exclusão, discriminação racial ou social, pobreza e dificuldade de acesso à cidadania. Sem que existam mecanismos para protegê-los e/ou resgatá-los, eles continuarão sendo empregados por grupos armados, participando da violência como vítimas e perpetradores, superlotando centros de internação juvenil, penitenciárias e cemitérios. Alguns exemplos de jovens envolvidos com violência armada organizada são as facções do tráfico de drogas em disputa por território, as gangues de jovens que tiveram origem em conflitos sociais e étnicos na América Central, Europa, Estados Unidos e África do Sul; além de grupos de extermínio, justiceiros e ‘vigilantes’. Desde 2003, o tema COAV vem sendo pesquisado e divulgado por uma rede de colaboradores internacionais. Nos últimos três anos, o debate sobre o assunto tem se intensificado na esfera internacional. Saiba mais: Bibliografia básica sobre o tema. Projeto elaborado por Rebeca Pérez Mellado, do Viva Rio, apresentado em Nova York em outubro de 2006, com informações aprofundadas sobre o conceito COAV, o trabalho do Viva Rio sobre o tema e a proposta de criação de uma rede internacional sobre o assunto. (em inglês) Na biblioteca virtual: Nem guerra nem paz: Comparações internacionais de Crianças e Jovens em Violência Armada Organizada. Em outros sites: |
Entrevista com Luke Dowdney: O primeiro passo para a proteção de jovens em violência armada Pesquisa lança olhar inédito sobre meninas em violência armada no Rio de Janeiro América Central: uma sociedade explosiva As crianças invisíveis da Colômbia |


