América Latina está pronta para liderar o debate

As novas alternativas para a atual política de drogas devem surgir das
necessidades e experiências latino-americanas, em um clima de
cooperação entre os países da região. Reunidos no Rio, autoridades,
legisladores, pesquisadores, profissionais da saúde, usuários de drogas
e policiais defenderam estratégias baseadas no respeito aos direitos
humanos e na evidência científica.

Drogas: insana repressão

Reunidos no Rio de Janeiro na II Conferência Latino-americana de Políticas de Drogas, acadêmicos, ativistas e representantes do governo condenam o atual modelo repressivo e vislumbram uma política pautada pelos direitos humanos e voltada para a prevenção.

A República sobe o morro

Com dez territórios pacificados, começa a segunda fase do projeto das UPPs: a de levar cidadania e desenvolvimento social a lugares antes dominados pelo poder armado ilícito. A UPP Social prevê em seu modelo de gestão a participação dos governos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e a da iniciativa privada em ações integradas que melhorem a qualidade de vida da população.

Rio sedia encontro sobre política de drogas

Um ano após a I Conferência Latino-americana sobre Políticas de Drogas, na Argentina, o debate sobre tráfico, consumo, descriminalização e políticas governamentais direcionadas às drogas se ampliou em toda a região.

Corrupção e outros bichos

Das pequenas infrações ao chamado crime organizado, o mercado ilegal da corrupção por agentes do estado forma um círculo vicioso que se nutre de proibições e se garante na falta de controle estatal. O sociólogo Michel Misse traça um histórico das organizações criminosas no Rio de Janeiro e sugere que para evitar negociações por baixo dos panos o Estado deve parar de proibir "bobagens", só regular o que puder de fato controlar e pagar muito bem à polícia.

Curso de Operações de Paz terá nova turma

O Viva Rio, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ), abre 100 vagas para a segunda turma do curso de extensão "Operações de Paz e Policiamento Internacional".

Trata-se do primeiro curso sobre o tema integralmente online e em português e voltado para civis (profissionais que lidam com política e segurança internacional, segurança pública e direitos humanos internacionais) e policiais. O curso é gratuito e será oferecido entre 10 de setembro e 28 de outubro.

Drogas: cresce o movimento antiproibicionista

Começa a se estruturar no Brasil um movimento antiproibicionista alimentado pela pesquisa científica e pelo ativismo a favor dos direitos humanos. O cientista social e antropólogo Mauricio Fiore fala sobre esta nova etapa no desenvolvimento das políticas de drogas.

Contra desvios de conduta, arte

Em três anos, 757 policiais foram expulsos da Polícia Militar do Rio e Janeiro devido a desvios de conduta. Para tentar mudar esse quadro, a corporação lançou um programa que dá ênfase à valorização dos recursos humanos da corporação. Peça de teatro sobre corrupção policial convida à reflexão.

Morosidade da Justiça no Brasil e nos EUA

Um casamento infeliz. Essa é a relação que existe entre os meios de comunicação e o sistema de justiça criminal no Brasil. Cada um dirige um olhar crítico em relação ao outro. O sistema judiciário tem medo de julgamentos precipitados, da espetacularização do crime e a confusão de conceitos que misturam diferentes tradições legais nos noticiários e em programas de entretenimento. A mídia retrata um sistema de justiça criminal irremediavelmente ultrapassado pela lentidão dos processos e privilégios de classe, que acabam por atolar a justiça na impunidade.

Construir o bem a partir do mal

“De toda e qualquer experiência negativa ou ocorrência violenta, é possível extrair boas lições.” A lição é da jornalista baiana Suzana Varjão, ativista de longa data de movimentos pela paz, que acaba de estrear coluna na rádio CBN Salvador. Em entrevista ao Comunidade Segura, ela explica que os meios de comunicação de massa não apenas refletem, mas constroem realidades, e defende a “desconstrução” do olhar dos comunicadores sobre o modo de noticiar violências físicas ou simbólicas.

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