São Paulo: ?mapas do crime? contribuíram para a redução dos homicídios
O uso da informática no combate ao crime está se disseminando no Brasil. Um exemplo é o pioneiro Infocrim, da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), em funcionamento desde outubro de 1999 e desde então em constante aprimoramento. O sistema eletrônico de informação possibilita a interligação de Distritos Policiais na cidade e no estado de São Paulo e mapeia digitalmente os dados estatísticos da criminalidade, viabilizando um processo mais rápido e preciso de tomada de decisões e o planejamento estratégico de ações preventivas.
Desenvolvido pelo Grupo de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado da Segurança Pública e pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), o Infocrim registra as informações dos boletins de ocorrência feitos nas delegacias. O banco de dados central é atualizado automaticamente a cada duas horas com dados como local, horário, modo de agir e outras particularidades. Desenvolvido para uso na internet, o aplicativo exibe as ocorrências policiais sobre um mapa, fornecendo precisão até o nível de rua e possibilitando gerar "mapas do crime”, com variáveis como região, bairro, natureza da ocorrência e tipo de vítima.
A implantação do sistema começou pela cidade de São Paulo e está em plena expansão. Hoje, os 50 maiores municípios do estado já participam do programa, cobrindo de 70% a 80% da população. À frente da Coordenadoria de Análise e Planejamento as SSP, o sociólogo Túlio Kahn atribui ao sistema uma responsabilidade significativa sobre a redução do crime em São Paulo. “Em 1999, foram registrados cerca de 12.800 homicídios, contra 7.200 em 2005. E graças ao cruzamento do Infocrim com outro sistema, o Fotocrim, houve casos de gente que entrou numa delegacia como vítima para fazer queixa e acabou reconhecido como criminoso e preso”, conta.
Kahn explica que o Infocrim representa uma mudança de filosofia e gerenciamento, herança do Compstat, de Nova York. “Temos um sistema de metas e reuniões bimestrais em larga escala, reunindo comandantes de companhias e titulares de distritos. Eles preenchem planilhas e com as análises estatísticas discutem propostas de planos de ação”, informa. De acordo com o sociólogo, as maiores dificuldades com o sistema são obstáculos técnicos, como os gargalos de acesso, que geram lentidão no processamento dos mapas, e a subutilização dos recursos, contornada pela utilização simultânea de outras ferramentas.
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Em outro site:
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