Dossiê Conferência Nacional de Segurança Pública
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Este ano, pela primeira vez, a sociedade civil participará do processo para definição da política pública de segurança no país. Direito do cidadão e dever do Estado, a segurança pública é hoje uma das questões que mais preocupam os brasileiros. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios no mundo – são cerca de 48 mil mortes por ano. Para discutir as diretrizes e princípios que nortearão a nova Política Nacional de Segurança Pública, o Ministério da Justiça vai realizar a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), um importante instrumento de participação e mobilização social. Durante a 1ª Conseg, serão discutidos temas como cidadania, participação popular, prevenção e repressão ao crime, direitos humanos, cultura de paz, humanização das polícias, remuneração e qualificação dos profissionais da segurança pública, entre outros. A expectativa é reunir mais de dois mil representantes de todo o Brasil, eleitos nas etapas municipais e estaduais. A realização da 1ª Conseg está diretamente relacionada ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que tem como foco o controle e a prevenção da violência. O programa une políticas de segurança pública e ações sociais, para atuar nas raízes sócio-econômicas da criminalidade. A 1ª Conseg tem como objetivo principal "definir princípios e diretrizes orientadores da Política Nacional de Segurança Pública, com participação da sociedade civil, trabalhadores e poder público como instrumento de gestão, visando efetivar a segurança como direito fundamental." Mais: 1ª Conseg: segurança pública cidadã requer participação Comissão começa a discutir regras para a 1ª Conseg Conseg debaterá política nacional de segurança Definidos objetivos para a 1ª Conseg Conferência Nacional de Segurança Pública mobiliza representações em todo o país Em outros sites: Caderno de propostas (em PDF) Cadernos temáticos (em PDF) |
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Com a Constituição de 1988, teve início no Brasil um intenso processo democrático de abertura do Estado e participação da sociedade, que daria mais eficiência e transparência à administração pública. Conselhos, conferências e comitês gestores foram criados e permitiram que a população atuasse na formulação, execução e fiscalização das políticas públicas.





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