A praça é de todos
Prevenção de violência e promoção da convivência no espaço público. Com essas metas e foco na juventude, o Instituto Sou da Paz, em parceria com a SulAmérica, traçou o projeto Praça da Paz, que assessora a população na revitalização de praças em regiões de São Paulo onde os índices de violência e vulnerabilidade social são altos.
Desde 2003, o projeto já revitalizou três praças nos distritos de Brasilândia, Lajeado, e Jardim Ângela, onde o Sou da Paz, em parceria com a prefeitura de São Paulo, fez previamente um diagnóstico da situação de violência. “A idéia é ter um foco territorial do projeto e promover um conjunto de ações que causem impacto na questão da violência”, afirma Ricardo Mello, coordenador do Praças da Paz.
A escolha dos locais para revitalização das praças teve como critério os índices de vulnerabilidade social publicados no diagnóstico, entre eles o de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ), onde Brasilândia, Lajeado e Jardim Ângela são listados entre outros 16 distritos com os piores indicadores.
Com esses dados, o projeto começa a ser construído a partir de dois processos: o mapeamento do entorno da praça e a ambiência. “Na primeira etapa, visitamos instituições, escolas, associações de bairro, grupos de jovens, bandas de música, times de futebol. Apresentamos o projeto e conhecemos as instituições locais que podem realizá-lo”, explica Mello.
“Na etapa da ambiência, um educador fica na praça em horários diferentes, conhece como e por quem ela é ocupada, conversa com moradores,. identifica os potenciais daquele lugar, problemas e demandas”, conclui.
Menos é mais
A aproximação com a comunidade – além do próprio projeto em si – definem o caráter local do Praça da Paz. Sem ambições megalômanas, Mello afirma que o objetivo é atingir a população do entorno das praças, de no máximo quatro mil pessoas. “Não atuamos no âmbito do distrito, nosso foco é local.”
E o público-alvo preferencial é a juventude. “É claro que no processo várias lideranças adultas se envolvem, mas quando falamos em esporte e cultura, os jovens se interessam e se aproximam. Procuramos levantar seus interesses em cada local e planejar a revitalização da praça de acordo com isso”, afirma Mello. “Em Brasilândia, por exemplo, temos trabalho com audiovisual, em Lajeado com fotografia, no Jardim Ângela produzimos um fanzine”, pontua.
Para o coordenador do projeto, é fundamental utilizar linguagens atrativas para os jovens. “A revitalização não é apenas a reforma do espaço físico, mas também pensar em como será a ocupação desse espaço.”
Após o processo de engajamento local no projeto, o plano de reforma da praça passa a
ser discutido regularmente – de seu orçamento à sua implementação - em reuniões periódicas, que contam com a participação dos atores locais identificados nas primeiras etapas do projeto. “O projeto procura também aproximar população e poder público e contribuir para o fortalecimento dessa relação”, afirma Mello.
A estratégia é promover a paz a partir da convivência cidadã. Ao longo dos quatro anos previstos para a duração do projeto – desde sua elaboração até o monitoramento de sua execução –, reunir os moradores do local e estimular entre eles a organização, o fortalecimento dos laços, a aceitação das diferenças fazem com que o Praça da Paz contribua também para mediação de conflitos local.
“Um ponto muito importante diz respeito à questão da convivência. A sensação de segurança tem muito a ver com o desconhecido, com os estereótipos e preconceitos. Quando públicos diferentes pensam o mesmo espaço, um espaço público, as diferenças cabem”, avalia Ricardo Mello. “Com o tempo, conseguimos sair desse lugar de mediação e a comunidade o assume.”
A Caravana Comunidade Segura conheceu o projeto Praça da Paz, que articula o processo de revitalização de mais três praças nos mesmos distritos.
Em outros sites:
Projeto Praça da Paz Sulamérica
Índice de Vulnerabilidade Juvenil (pdf)
Leia na Biblioteca Virtual:
Plano local de prevenção da violência e promoção da convivência - distrito de Brasilândia








Comentários
atividade ´publica
Fundamental esta iniciativa socio-cultural .Usando os espaços p~ublicos de forma a atrair os jovens e estimular opçoes,alternativas,conhecimentos,Isto cria caminhos;estes se abrem para jovens que estão submetidos a indiferença do poder publico nos bairros perifericos(devria ser dado maior assitencia)mas falta tudo:vida cultural:bibliotecas,ginasios de esporte,centros de cultura:artes. Esta falta gera o ocio que acaba levando para atividades ilÃcitas,por vezes.As grandes empresas(bancos,industrias)deveriam ser cada vez mais conscientes do seu papel social .Este povo periferico é mao de obra ou os seus pais o são de muitas dessas empresas que assim contribuem para oa riqueza do paÃs.Pensando que os lucros dos bancos foram altÃssimos!!)Investir em cultura(ajudando nos Teatros,filmes é imprtante,mas o mais importante é criar a visao de bem ajudar na implatçao cultural e social dos bairros pobres,criando janelas social para a geraçao pobre,esta atitude fará baixar os niveis de violencia,com certeza.J´fiz muito trabalho social(na arte).Hoje estou fora do Brasil,mas vejo os mesmos problemas pelo mundo. O capitalismo bruto criou guetos economicos e em nome do dinheiro(lucro)o humano ficou em segundo plano e cada vez mais desce de importancia humana se mais ele é pobre.O valor esta em quem possue riquezas muitas das vezes conquistadas de forma ilicita,bruta,manipuladora,abusada,pelo poder coercivo e violencia.Vivemos um tempo de violencia soacial e pior ..de acitaçao dela.Cad qual quer ter o seu premio loterico e ser feliz,e assim,esquecemos que essa maioria excluida nao ficará em silencio por muito tempo(justo que assim seja).Que a má distribuiçao de renda é fruto de ganacia e insensibilidade,é!.Muita riqueza(por genialidade)nao será esquecida .A invençao nao é um bem para poucos mas de promover o saber e o bem estar comum. Nossa democracia é extorsiva,má e exploradora,sendo assim,ha que se desejar construir uma NOVA ORDEM MUNDIAL! Xane.
Enviar novo comentário