Caravana Comunidade Segura 2007

O impacto da violência sobre crianças e jovens

Com o objetivo de integrar ações e articular sociedade civil e poder público em prol de uma agenda nacional pela proteção dos O impacto da violência sobre crianças e jovensdireitos da infância e da juventude, a quarta edição da Caravana Comunidade Segura inicia seu giro pelo Brasil na terça-feira (4), no Rio de Janeiro, primeira das 12 capitais que serão visitadas pela equipe nos meses de setembro e novembro.

Após rodar o país com oficinas sobre desarmamento e segurança pública, este ano o foco é o impacto da violência sobre crianças e jovens. "A intenção é levar informações sobre a situação da infância e da juventude, além de unificar a agenda de proteção de direitos da criança e do adolescente e pensar em estratégias de prevenção do envolvimento de jovens em violência armada", diz Clarissa Huguet, pesquisadora do projeto Crianças e Jovens em Violência Armada Organizada (COAV), do Viva Rio.

A Caravana ficará dois dias em cada cidade. A programação inclui oficinas sobre o tema, além de capacitação e divulgação do Plano Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), feita por uma equipe Ministério da Justiça; e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que será apresentado por uma equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.

A participação do poder público nas oficinas, para as quais foram convidadas diversas organizações não-governamentais, movimentos sociais, religiosos e integrantes do Judiciário que tratem o tema de infância e juventude, comprova a aproximação entre sociedade e poder público. "Fizemos um mapeamento completo de instituições que trabalhem com o tema. A idéia é unir a agenda da garantia de direitos da criança e do adolescente, prevenção da violência e reabilitação", explica André Porto, coordenador da Caravana.

"A aproximação entre poder público e sociedade civil contribui para a consolidação da democracia participativa, para que a população conheça mecanismos legais de cobrança de seus direitos e haja maior transparência na administração pública", defende Porto.

Para Clarissa, a participação do Ministério da Justiça e da SEDH na Caravana é prova de que é possível estabelecer um diálogo sólido entre governo federal e sociedade civil, principalmente quando aquele demonstra atenção especial com a infância e a adolescência. "O governo mostra coragem ao ir na contramão das políticas executadas em muitos países da América Latina", analisa a pesquisadora.

"A criação da Secretaria Nacional de Juventude em 2005, por exemplo, e o lançamento do Pronasci, que é o primeiro esforço não-repressivo de tratamento da questão da violência juvenil, são exemplos do esforço governamental por um atendimento ao adolescente em conflito com a lei que tenha foco em direitos humanos", pontua.

Mas a Caravana vai além da teoria. A equipe visitará exemplos de boas práticas em proteção dos direitos da criança e do adolescente, além de projetos com foco em prevenção da violência. "O objetivo é divulgar boas práticas locais para todo o país e estimular sua reprodução no maior número possíveis de cidades", afirma Clarissa. "A perspectiva de articulação nacional entre instituições que trabalham o tema é fundamental para a superação de tensões locais e garantia de uma pluralidade única e talvez inédita no atendimento ao jovem em conflito com a lei", conclui Porto.

Agenda da Caravana:

Rio de Janeiro - 4 e 5 setembro

Salvador - 10 e 11setembro

Recife - 12 e 13 setembro

Belém - 14 e 15 setembro

São Paulo - 20 e 21 setembro

Belo Horizonte - 10 e 11 outubro

Porto Alegre - 15 e 16 outubro

Curitiba - 17 e 18 outubro

Vitória - 22 e 23 outubro

Brasília - 30 e 31 outubro

Maceió – 5 e 6 novembro

Natal - 7 e 8 novembro

(As datas de Porto Alegre e Curitiba estão sujeitas a alterações)

Leia na Biblioteca Virtual:

Caravana Comunidade Segura: O impacto da violência sobre crianças e jovens

André Porto, Clarissa Huguet, Viva Rio, 2007

Material didático

Dossiês:

Caravana Comunidade Segura 2006

 

Brasil

Sistema juvenil de acordo com a lei

Estados estimulam protagonismo juvenil

Em nome da juventude, da paz e da solidariedade 

Rio de Janeiro

Caravana da paz (por Fabiana Oliveira, no Viva Favela) 

Salvador

Da pré-escola ao mercado de trabalho

Recife

Juventude afinada com o Exército

São Paulo

A praça é de todos

Porto Alegre

Dos tribunais às escolas, uma nova cultura de paz

Belo Horizonte

'A realidade aqui é outra depois do Fica Vivo'

caravana na midia

Comentários

A violência no planeta terra

ACOOOOOOODEM.A violência é uma indústria fabricada pelos seres humanos que gera lucros e que proporciona felicidades.Exceto esse louco que vos escreve não existem seres humanos que queiram erradicar a violência no planeta terra.Conhecem algum local habitado por seres humanos que não haja violência?Conhecem algum ser humano que não seja violento?Conhecem algum homem ou mulher talentosa ou gênio na prática da não-violência?Eu assumo que sou violento e que sou a "CAUSA" da violência mas lamentavelmente os pacificadires,os inteligentes e os reclamantes da violência são incapazes de assumirem suas próprias violências e de enxergarem a CAUSA das mesmas diante de seus próprios espelhos.O que estão fazendo para que haja a PRIMEIRA ERA da não-violência no planeta terra?Comentando-as?Divulgando-as?Relatando-as?Somente os violentos são capazes de cultuarem e de reclamarem da violência. Espero que compreendam de que nada fazem para o desativamento e o desarmamento da ARMA [o ser humano]mais letal e destrutiva do planeta terra.Ignorar-me é fácil,é comum,é natural e é normal,QUERO VIR IGNORAREM A VIOLÊNCIA.Em relação a violência,SOMOS O QUE FAZEMOS E NUNCA DEVEMOS SERMOS O QUE NOS FAZEM.GERALDO GOMES.

Violência x Agressividade

Prezado Geraldo,

Infelizmente, vejo pelo seu comentário que para algumas pessoas (como o senhor) a violência é inerente ao ser humano... Ledo engano, o que é inerente ao ser humano é a agressividade que pode se transformar em violência ou não, o que vai depender de diversos fatores. Ouso discordar do senhor uma vez mais; há diversos locais no mundo onde não há violência ou ela acontece de forma branda, muito diferentemente de lugares como o Rio de Janeiro onde ela ocorre de forma recorrente. Se você assume que é um ser violento, deveria procurar ajuda especializada, um psiquiatra ou um psicanalista. Isto poderá lhe ajudar imensamente... a se tornar um ser não violento e propagador de ações positivas que iriam certamente auxiliar o mundo de uma forma geral.

Esta iniciatiava, a Caravana Comunidade Segura, não se limita a "comentar, divulgar e relatar". A Caravana pretende muito mais, leia com atenção a matéria para ver se compreende com um pouco mais de nitidez...

Espero realmente que o senhor consiga deixar de ser um ser violento e posso com o tempo canalizar a sua agressividade (bem perceptível no seu comentário) para uma atividade positiva como o esporte por exemplo. Tenha uma boa noite com bons sonhos. Clarissa Huguet

A violência no planeta terra

Pois muito bem clarissa,antes de procurar um especialista e praticar algum esporte responda-me,O QUE È A VIOLÊNCIA e DE QUAL ESTAMOS FALANDO?Não sei se leste o meu blog[www.geraldo-gomes.blogspot.com]Pois talvez compreenderias melhor minha linha de pensamento e não me julgarias o que julgaste.Tenho me comunicado com o mundo EX:Parlamento europeu,onu,unesco,anistia internacional,oea,veículos de comunicação internacionais e nacionais,universidades,governantes nacionais e internacionais,autoridades e pessoas do povo de diversas regiões terrestres e etc.etc.etc,para cobrar-lhes o "ESPÌRITO"que transmitem em relação a violência no planeta terra.Não conheço seres humanos capazes, capacitados e corajosos para erradicarem a violência no planeta terra.E sabes por que clarissa?Porque estão vinculados a "ferramentas"violentas.Eu assumo sim que sou violento mas asseguro-te que não sou conivente com a violência dos seres da minha espécie[MINHA ARMA,minha mente,UM LOCAL QUE NÂO HÀ VIOLÊNCIA,minha mente,NO QUE ACREDITO,em mim.MINHA ÙNICA VERDADE,eu,LAZER PREFERIDO,estar comigo e me "enxergar",MEU SONHO,encontrar um especialistas em regressões de vidas passadas para que eu possa voltar no tempo "um milhão de anos e descobrir como me tornei um ser humano e simultaneamente um ser violento.ESTADO CIVIL,casado,atado,apaixonado e feliz,COMIGO.MÙSICAS PREFERIDAS,as minhas e as dos seres que não falam.LIVRO PREDILETOS,os que ainda não foram escritos e editados.PASSA TEMPO PREFERIDO,desaprender o que me ensinaram.E etc.etc etc.Na minha opinião Clarissa a maior das violência praticada por nós seres humanos chama-se INDIFERENÇA é através dela que criamos "FRONTEIRAS"{repúdio,descriminação,conceitos e pre-conceitos e etc.etc.etc.]Quantas vezes fizeste á alguém que não conhestes essa pergunta,ei-la:O QUE EU POSSO FAZER PARA QUE HAJA HARMONIA ENTRE EU E VOCÊ? OU O QUE EU POSSO FAZER PARA QUE HAJA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA ENTRE NÒS?Já fizeste ou alguém ídem á você?Eu te compreendo e sabes por que?Porque depois que renunciei o modelo e os padrões convencionais compreendi a mim e descobri que as verdades são mentiras,e se hoje estou me compreendendo automaticamente tenho capacidade de compreender os demais seres de minha espécie.Minha maior preocupação nesse planeta é não preocupar-me com coisas inúteis e nem tampouco contribuir com as mesmas.Há nove anos estou tentando iniciar um "TRABALHO" pela não-violência no planeta terra,talvez eu seja assassinado pelos pacifistas e espero que você faça o que eu ainda não tive capacidade de fazer.Não te desejo bons sonhos,sorte,sucesso,fica com Deus e etc, pois esses ítens são da cartilha da violência.Mais te desejo muitas COISAS BOOOOOOOOOOAS.GERALDO GOMES.

Que bom Geraldo, desejar

Que bom Geraldo, desejar coisas boas a outrem já é um ótimo começo! Também te desejo coisas boas e paz no coração, ainda que a violência que vivenciamos hoje no Brasil seja endêmica... Continuo minha luta, baseand-me no que acredito, e quem sabe eu daqui e você de lá, possamos conseguir mudar alguma coisa...

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