Coronéis da PMERJ divulgam a 'Carta dos Barbonos'
Em reunião realizada hoje, 9 de julho, nove coronéis full da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro aprovaram carta destinada às autoridades estaduais com o que consideram as 12 principais reivindicações tanto de oficiais quanto de praças. Os oficiais signatários, que apóiam o comandante geral Ubiratan Angelo e se intitulam "Grupo dos Barbonos", são líderes de um movimento que ganhou força a partir do seminário "A Polícia que Queremos", promovido em julho de 2006. A seguir, as 12 "principais, urgentes e indispensáveis necessidades institucionais para que o Policial Militar volte a ser um cidadão brasileiro":
- a equiparação dos vencimentos dos policiais militares e civis;
- o retorno de milhares de oficiais e praças desviados de suas funções para outros órgãos e autoridades;
- a não incorporação de nenhum oficial ou praça enquanto não forem solucionados os dois pontos anteriores;
- a concessão de dotação orçamentária específica, desvinculada da verba de alimentação da tropa, para a manutenção das edificações, viaturas e equipamentos necessários;
- a provisão de melhores condições de trabalho;
- a implantação do regime de 44 horas semanais, com pagamento de horas extras proporcionais;
- a quitação da dívida do Estado com o Fundo de Saúde da Polícia Militar, para que se possa deixar de economizar na comida para comprar remédios;
- o estabelecimento da gratificação integral por tempo de serviço (triênios) para militares inativados em conseqüência de ato de serviço e de uma pensão militar estadual para as pensionistas;
- o apoio a modificação das legislações referentes a promoções;
- a implantação de um novo Quadro de Distribuição do Efetivo (QDE);
- a implantação imediata de um projeto piloto de lavratura de termos circunstanciados por PMs;
- e a adoção de mecanismos legais para que apenas os ocupantes dos cargos de Comandante Geral e de Chefe do Estado Maior da Corporação possam exceder o tempo máximo de permanência no posto de Coronel na condição de ativos.
Assinam a carta os coronéis:
Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira – Coronel
Diretor Geral de Finanças
Paulo Ricardo PAÚL – Coronel
Corregedor Interno
Gilson PITTA Lopes – Coronel
Chefe da Segunda Seção do Estado Maior Geral
Dario CONY dos Santos – Coronel
Comandante da Escola Superior de Polícia Militar
Rodolpho Oscar LYRIO Filho – Coronel
Comandante da Academia de Polícia Militar – D. João VI
LEONARDO PASSOS Moreira – Coronel
Chefe do Centro de Comunicações e Informática
Francisco Carlos VIVAS – Coronel
Diretor Geral de Apoio Logístico
Ronaldo Antonio de MENEZES – Coronel
Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária
Renato FIALHO Esteves – Coronel
Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças






Comentários
carga horária
Com relação a carga horaria acredito possuirmos elementos suficientes, para convencer qualquer membro do legislativo ou do executivo para a implatação das 44 horas máximas semanais.Basta verificarmos o que preconiza a resolução SSP número 510 de26 de fevereiro de 2002,que no seu art.1 destaca o assunto exposto,em observância as considerações que,dentre as quais podemos destacar o decreto número 25.538, de 26 de agosto de 1999 e o Estudo sobre PrincÃpios Básicos para o emprego do pessoal de expediente e escalas de serviço,publicado no aditamento ao Bol.PM número 121; de 05 de julho de 1995.Ã? preciso apenas cumprir o que já foi elaborado,pois que,foi através de cansativos estudos que chegou-se a estas conclusões.O respeito a vida é aplicável em todas as esferas da sociedade,portanto torna-se necessário considerarmos o policial militar como um ser humano e não uma "força de trabalho".Somente assim poderemos pensar em avanços na segurança pública,pois todos nós acabamos vÃtimas desse método ineficaz de emprego policial.
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