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A conta é simples: quanto mais tiros disparados, maior a probabilidade de existirem vítimas das armas de fogo. Em grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro, onde os confrontos entre facções rivais do crime organizado e entre a polícia e criminosos são comuns, a tendência é que o número de tiros disparaados por uns e outros seja grande. Tanto que líderes de comunidades do Rio de Janeiro se organizaram em um movimento que pede à polícia e aos criminosos que evitem disparar suas armas. No manifesto "Favelas pela vida, sem tiros e tiroteios", encaminhado para o governo do estado, os líderes pedem: "Não nos interessa de quem é a culpa ou a arma, queremos o fim da guerra". Em 2006, somente no Rio de Janeiro, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, 224 pessoas foram vítimas de balas perdidas - 19 morreram. Em janeiro deste ano, foram contabilizadas 31 vítimas - três fatais. Os próprios policiais são vítimas do grande número de disparos durante confrontos com criminosos e do uso de armamento cada vez mais pesado como fuzis e sub-metralhadoras. Dados do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) de 1998 mostram que, na época, um policial era assassinado a cada cinco dias. Para minimizar essas estatísticas e diminuir o número de vítimas fatais, especialistas defendem o treinamento desses policiais em técnicas que evitem ao máximo o uso da arma de fogo. E, se ela é uma ferramenta de trabalho indispensável, que se dê preferência às com menor poder de fogo mas que, se usadas apropriadamente, evitam o combate e detêm o inimigo. Em outros sites: Relatório do ISP sobre balas perdidas "Policial, risco como profissão: morbimortalidade vinculada ao trabalho" "Mapeamento da vitimização dos policiais do Rio de Janeiro" "Letalidade da ação policial no Rio de Janeiro" |
Contabilidade mórbida Calibre 40 e treino para ações policiais menos letais |








Comentários
Eu ja ouvi muita besteira
Eu ja ouvi muita besteira sobre arma de fogo para policiais, mas eis um novo recorde! No trabalho policial, a diminuição da quantidade de disparo está na MAIOR potência (stopping power) da arma, não o contrário.
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