Em nome de uma convivência segura, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em El Salvador e o jornal local La Prensa Gráfica (LPG) assinaram no início de fevereiro a extensão do convênio de trabalho realizado em maio de 2005, no qual os meios de comunicação do país concordaram em fazer mudanças profundas na cobertura informativa sobre violência.
O diretor-executivo do LPG, José Roberto Dutriz, e a coordenadora-residente do Pnud, Jessica Faieta, assinaram um acordo de cooperação entre suas instituições para incrementar a produção e circulação de informações mais analíticas sobre temas relacionados à segurança cidadã e, com isso, aumentar a qualidade da informação levada ao público.
“A Prensa Gráfica reafirma sua intenção de adotar um enfoque editorial contra a violência, reforçado com o trabalho institucional e a projeção internacional do Pnud”, destaca o documento.
Jessica considera a força dos meios de comunicação um grande canal para a conscientização cidadã. “Eles são necessários para promover a prevenção, tão importante nesse caso. Não apenas a anunciam, mas também criam campanhas sociais para sua promoção”, afirma.
Segundo Dutriz, o trabalho empreendido é importante e necessário. “Falar de paz não é fácil, depende de muito compromisso, o que estamos assumindo nesta ocasião. Estamos satisfeitos em poder trabalhar juntos em um mesmo projeto contra a violência no país, em um afã conjunto de conseguir a paz social em suas diferentes facetas.”
Participação juvenil
A nova fase de trabalho com o Pnud abrange investigações específicas em torno da relação entre violência e juventude, bem como a elaboração de material multimídia que aborde o problema.
Entre os projetos em pauta, está prevista a criação de uma seção permanente destinada à colaboração juvenil no site do LPG. No espaço, os jovens participarão da reflexão, expressão e promoção de uma cultura de paz; será desenvolvida uma mesa redonda chamada “violência e juventude”, com especialistas nacionais e internacionais; será produzida uma série de investigações jornalísticas destinadas a aprofundar o conhecimento sobre a realidade das gangues juvenis em El Salvador; e, através de uma aliança com o Ministério da Educação, será realizado um concurso de jornais-murais para estudantes de ensino médio e graduação, chamado “murais contra a violência”.
“Também estamos preparando um documentário e um guia pedagógico sobre prevenção da violência armada para ser difundido em centros educativos”, aponta Armando Carballido, diretor de Comunicação do programa Sociedade sem Violência do Pnud.
Campanha e capacitação
Além de incentivar a participação da população juvenil e fomentar uma cultura de paz nas escolas, também estão previstas para este ano uma qualificação técnica para a redação do LPG e a ampliação da difusão e do conhecimento internacional e nacional da campanha “Todos contra a violência”, lançada pelo jornal em maio de 2005.
“Na época realizamos uma oficina de capacitação sobre cobertura da violência para a redação do LPG. Para este ano está prevista a realização de oficinas de capacitação para redatores e editores de diferentes seções sobre aspectos gerais de segurança cidadã, jornalismo comunitário e investigativo”, comenta Carballido.
Antes do lançamento da campanha, o LPG elaborou um “Manual de tratamento da violência” inédito, distribuído para toda a equipe, inclusive de fotografia. O jornal também faz parte da iniciativa “Meios unidos por uma cultura de paz”, formada por onze dos principais meios de comunicação do país.
Traduzido por Aline Gatto Boueri
Saiba mais:
Manual de tratamento informativo da violência (em espanhol)
Campanha “Meios unidos por uma cultura de paz” (em espanhol)
Em outros sites:
Campanha “Todos contra a violência” (em espanhol)








Comentários
comentário '' O poder da mÃdia diante do flagelo da violÃ
E realmente lamentavel o que estamos assistindo hoje no Brasil, a mÃdia televisiva não tem poupado esforços em banalizar as ações torpes e hediondas do crime organizado com exibições em todos os horários de filmes violentos e sanguinários, e até com a participação de crianças e adolescentes. A cada dia vemos emissoras de tv exibirem um verdadeiro mar de lixo televisivo em programações fora do controle do poder público, que assolam os lares brasileiros com todo tipo de aberrações visuais, anti éticas, amorais e anti sociais.Progamações americanas e japonesas infanto juvenis se constituem em uma verdadeira fonte de tudo o que não presta em termos de violência, agressividades, maldades e perversidades.A cada dia vemos a mÃdia fazer marketing de ações hediondas cometidas por bandidos que esperam ver seus atos na tv, através de um processo televisivo, realmente descontrolado.
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