Polícia e comunidade: a palavra de ordem é integração

Você sabe o nome do policial que toma conta do seu quarteirão? Você cumprimenta o comandante do batalhão do seu bairro? Pode parecer estranho, mas há pessoas que responderiam ‘sim, naturalmente’ a essas perguntas. São os moradores de bairros onde o policiamento comunitário foi implementado.

Localidades onde polícia e comunidade trabalham em conjunto vêem cair índices de criminalidade, experimentam a sensação de opinar sobre os rumos da segurança no bairro e assumem também a responsabilidade de batalhar por um ambiente mais seguro para suas famílias.

O modelo de policiamento comunitário conquista comunidades de diferentes estados brasileiros e é sucesso em países onde o cotidiano de violência assusta a população em níveis semelhantes aos do Brasil.

Leia na Biblioteca Virtual:

Reinventando a Polícia: a implementação de um programa de policiamento comunitário - Claudio C. Beato Filho, Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública - CRISP

Programas de Policiamento Comunitário e Programas de Capacitação Voltados para as Comunidades - Orlando Pinto de Miranda, Secretaria Nacional de Segurança Pública SENASP, 2005

O Policiamento que a Sociedade Deseja: análise da discussão em grupo com oficiais da Polícia Militar de São Paulo - Cristina Neme, Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo NEVUSP

Policiamento Comunitário na Alemanha: treinamento e instrução - Thomas Feltes, Fundação Konrad Adenauer, 2003

Segurança Pública e Cidadania: a experiência de policiamento comunitário em Copacabana (1994-95) - Patrick Larvie, Leonarda Musumeci, Jacqueline Muniz, Bianca Freire, Instituto Superior de Estudos da Religião - ISER, 1996

Estudo da estratégia organizacional de policiamento comunitário nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória - Karina Rabelo Leite Marinho, Claudio C. Beato Filho, Secretaria Nacional de Segurança Pública SENASP, 2005

Em outros sites:

Altus Aliança Global - Bibliografia sobre policiamento democrático

Secretaria Especial de Direitos Humanos - Programa de Apoio para Ouvidorias de Polícia e Policiamento Comunitário

Ilanud - Análise da percepção da população e dos próprios policiais quanto ao policiamento comunitário

 

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Polícia e comunidade juntas contra o crime

A República sobe o morro

Direitos humanos também para policiais

Polícia e sociedade mais próximas

Barra Mansa na vanguarda da segurança pública

Cidadãos cariocas mapeiam crime em seus bairros

Policiais discutem policiamento comunitário

Da polícia-força à polícia-serviço

Líderes comunitários do Paraná aprendem cidadania na escola

Em Salvador, a construção conjunta de uma polícia comunitária

No Rio Grande do Norte, polícias civil e militar trabalham juntas

Polícia ajuda comunidade do Cavalão, em Niterói

O ponto alto de Caruaru

Comunidade em Natal é exemplo de integração das igrejas contra a violência

Polícia comunitária muda realidade em bairro paulista

Em São Paulo, projeto muda visão de jovens em relação à polícia

DF: esporte de madrugada afasta jovens do crime

Um ano de paz: policiamento comunitário em favela jamaicana vira referência

El Salvador: menos armas, menos mortes

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POLÍCIA E COMUNIDADE

Indiscutivelmente não se pode mencionar Policiamento moderno sem que haja uma perfeita sintonia entre a comunidade e os policiais. Essa é uma experiência (já concretizada) que há anos vem demonstrando resultados práticos em pequenas cidades, onde o Policial é frequentemente valorizado pelos cidadãos, e que com o passar dos anos acaba por até fazer parte das histórias da cidade. Nas cidades maiores a grande rotatividade policial e o emprego do radiopatrulhamento não possibilita essa proximidade e não cria esse vínculo essencial para resultados satisfatórios na segurança pública. Algumas instituições, mesmo as privadas, conseguiram obervar que há a necessidade de aproximação entre elas e o cliente, para que ganhe a devida credibilidade, em outro vértice o canal de comunicação entre a polícia e a comunidade continua sendo o 190, que só é acionado em momento de crise.Assim, é necessário uma descentralização policial para que se tenha essa proximidade e a consequente redução dos índices de criminalidade.

Polícia e Comunidade 2

Em novembro passado, o Comando da Polícia Militar em Nova Friburgo convidou representantes da comunidade friburguense para a apresentação do projeto de criação de um Conselho Comunitário de Segurança. A iniciativa do Comando local obedeceria à Resolução 78 da Secretaria de Segurança, norma que recomenda a criação de Conselhos Comunitários de Segurança onde não houver um. A resolução usa expressões como “obediência estrita” e “pronta resposta às inovações da sociedade”, revelando o verdadeiro motivo do Governo do Estado para incluir os CCSs na lista de prioridades, concorrendo com as tumultuadas ações de enfrentamento nas favelas. Mais parece que “as inovações não-estritamente-obedientes da sociedade vêm demandando respostas”. Já no seu primeiro artigo, a recomendação oficial fala que a comunidade será convocada em caso de “inexistência” de um conselho ou de “inoperância”, o que é, no mínimo, uma descortesia com as 38 entidades que formam o CONSEG NOVA FRIBURGO desde março de 2006. Ao longo de uma existência harmônica e universal, o CONSEG NOVA FRIBURGO se vem conduzindo por abnegados voluntários, que dividem suas atividades profissionais com o encargo de contribuir com a segurança pública, a exemplo do apoio ao Projeto Solução de Judô Comunitário, da reforma do telhado da 151ª DP, do equipamento da Delegacia Regional para concentração do Plantão de Ãrea, fornecimento de bicicletas para o policiamento militar entre outros. O Projeto de Policiamento por Bicicletas, por exemplo, foi uma iniciativa do próprio comando da PM local, que a comunidade apoiou municiando os policiais com bicicletas e uniformes, aproximando-os da população com resultados surpreendentes na repressão. No entanto, a pesar de implantado em parceira com o comando local, o projeto cessou com a devolução das bicicletas ao argumento de que não havia mais policiais suficientes para nelas continuarem próximos à população. Não é papel das instituições privadas a repressão da violência e da criminalidade. No entanto, por sofrerem diuturnamente com a insegurança, a comunidade promove com os próprios punhos as ações de prevenção que estão aos seus alcances. Segundo a Constituição Federal, a segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos. E sendo essa a norma “que vale”, os rótulos de “inoperante”, “desobediente” ou “inexistente” melhor definiriam a política de segurança pública para o interior do Estado do Rio de Janeiro. Já a comunidade de Nova Friburgo, através do CONSEG NOVA FRIBURGO, vem obedecendo plenamente aos mais nobres valores do estado democrático brasileiro.

Polícia e Comunidade 2

Em novembro passado, o Comando da Polícia Militar em Nova Friburgo convidou representantes da comunidade friburguense para a apresentação do projeto de criação de um Conselho Comunitário de Segurança. A iniciativa do Comando local obedeceria à Resolução 78 da Secretaria de Segurança, norma que recomenda a criação de Conselhos Comunitários de Segurança onde não houver um. A resolução usa expressões como “obediência estrita” e “pronta resposta às inovações da sociedade”, revelando o verdadeiro motivo do Governo do Estado para incluir os CCSs na lista de prioridades, concorrendo com as tumultuadas ações de enfrentamento nas favelas. Mais parece que “as inovações não-estritamente-obedientes da sociedade vêm demandando respostas”. Já no seu primeiro artigo, a recomendação oficial fala que a comunidade será convocada em caso de “inexistência” de um conselho ou de “inoperância”, o que é, no mínimo, uma descortesia com as 38 entidades que formam o CONSEG NOVA FRIBURGO.

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