Atuação das milícias divide especialistas no Rio de Janeiro

RIO - Milícia e segurança privada. Para a antropóloga e especialista em segurança pública Alba Zaluar, do Rio, não há diferença além dos títulos que recebem - ambas cobram para atuar e andam armadas. Distinção: uma está nas favelas e comunidades carentes e a outra, em bairros de classes média e alta.

O professor de Sociologia e coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Michel Misse, vê a atuação das "chamadas milícias" mais próximas da máfia.

Para a cientista social e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, Silvia Ramos, a milícia é imposição - a comunidade está impedida de lhe dizer não.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Milícias

As milícias refletem a total conivência do poder público com o crime organizado. Vários políticos ligados aos Poderes Executivos Estadual e do Município do Rio de Janeiro têm ligações ou comandam grupos dentro de Comunidades Faveladas. As lideranças são cooptadas ou expulsas. São verdadeiros bandidos; os traficantes eram marginais.

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