Tecnologia contra o crime
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Cena 1. Um único toque e a resposta vem solícita, atenciosa. Em poucos minutos, a viatura chega. Pacificamente, os policiais se inteiram da questão, acalmam os ânimos envolvidos e, com seus pads na palma da mão, registram a ocorrência no próprio local. E ainda lá mesmo, agendam uma data para as partes comparecerem ao Poder Judiciário. Cena 2. O Batalhão recebe uma chamada de emergência. Em meio às diversas telas da sala de controle, o comandante amplia no telão a imagem de uma praça, onde ocorre um tumulto. Noutro monitor, um mapa visualiza as viaturas em serviço, equipadas com GPS. A mais próxima ao local pisca. Acionada, ela recebe as informações em seu computador de bordo e desloca-se ao local. Ao chegar, o policial detecta alto risco, com tiros e pânico. Ele aperta o botão de pânico da viatura e, em instantes, sirenes soam por todos os lados. Cena 3. Controlada a situação, suspeitos e vítimas são encaminhados à delegacia e a ocorrência é registrada. Os dados entram no sistema em rede e passam a fazer parte das estatísticas que, geoprocessadas, compõem “mapas do crime”, acessíveis em delegacias, batalhões e órgãos do governo. Cena 4. Reunidos com o secretário de segurança pública na sala de controle de comando, delegados da Polícia Civil e oficiais da polícia militar e do Corpo de Bombeiros analisam estatísticas e mapas criminais e buscam soluções inteligentes de prevenção e repressão à violência. Cena 5. Uma bituca de cigarro displicentemente jogada no chão por um suspeito é capturada pelo investigador e passa a ser a principal prova do crime. No laboratório da perícia, o exame de DNA determina se o suspeito é ou não culpado. Estas cenas, típicas de filmes de ação e seriados policiais americanos, já são realidade em muitas capitais brasileiras. Além de amparar o trabalho policial, a tecnologia permite identificar e cruzar informações sobre locais vulneráveis, tipos de crime e perfis de criminosos, viabilizando o planejamento de interferências no espaço urbano, programas de prevenção e estratégias de repressão ao crime que levem à redução dos índices de criminalidade e eleve o sentimento de segurança da população, em níveis local, regional, nacional e até transnacional. Neste dossiê, você poderá conhecer diversas experiências em curso no Brasil e no mundo. Seja bem vindo ao século XXI. |
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