Integração é palavra de ordem em Minas

O estado de Minas Gerais registrou uma queda acumulada de cerca de 30% nos indicadores de crimes violentos entre 2003 e 2006. Neste período, os homicídios caíram 17% e os roubos a mão armada 25%. Além dos altos investimentos, os bons resultados se devem a estratégias preventivas, ao planejamento e monitoramento das ações e à integração entre os órgãos de segurança pública, através do programa Integração e Gestão em Segurança Pública (Igesp).

De acordo com o secretário adjunto de Defesa Social do estado de Minas Gerais, Luis Flávio Sapori, o Igesp permite traçar um planejamento operacional conjunto com base no conceito das Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps), que são circunscrições comuns entre unidades das polícias: os batalhões de Polícia Militar e as delegacias da Polícia Civil cobrem áreas correspondentes idênticas, mantendo interação diária a respeito de ações e ocorrências.

Em Belo Horizonte existem 24 Aisps, que além da PM e da Polícia Civil, incorporam a sociedade civil através de Conselhos de Segurança Pública (Conseps), associações de moradores, igrejas, imprensa e comerciantes.

Em entrevista ao Comunidade Segura, Sapori explicou o funcionamento do Igesp e revelou os eixos da política de segurança pública do Governo de Minas: integração das forças policiais, ampliação e modernização do sistema prisional, aumento na capacidade de atendimento a menores em conflito com a lei, o estabelecimento de uma política inovadora de prevenção social à criminalidade e o investimento em  treinamento, melhorias das condições de trabalho e aparelhamento das polícias.

Documento defende maior participação comunitária

Se, por um lado, a gestão do trabalho policial em Minas Gerais é referência para outros estados do Brasil e até para países da América Latina, por outro, a participação comunitária no planejamento e execução das políticas de segurança pública ainda está aquém do desejado.

Existem cerca de 500 Conseps no estado, mas a maioria está nos grandes centros, como Belo Horizonte, que possui 27. Muitos municípios ainda não têm conselhos. Segundo o tenente coronel PM Alexandre Salles Cordeiro, é através deles que as comunidades buscam soluções em conjunto com a polícia. “Os comerciantes já conhecem os criminosos”, afirma.

Em comparação a outros estados e ao próprio avanço da gestão da segurança pública em Minas, a participação da sociedade civil na definição, execução e cobrança de políticas na área ainda é considerada tímida. O incentivo à mobilização social é uma das principais propostas do documento final do seminário "Segurança para Todos - Propostas para uma Sociedade mais Segura", realizado em agosto pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais e divulgado na terça-feira, 24 de outubro.

Em outros sites:

Polícia Civil recebe agradecimento da PM pelos bons resultados do trabalho integrado

Documento final do seminário "Segurança para Todos - Propostas para uma Sociedade mais Segura"

Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp)

 

Secretaria de Estado de Defesa Social

 

Polícia Militar de Minas Gerais

 

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Mais organizados do que o crime

Índices de criminalidade caem em Minas e São Paulo - entrevista com Luis Flávio Sapori

Sapori: integração policial e prevenção - entrevista com Luis Flávio Sapori

Igesp: aos moldes de Nova York, sucesso replicado

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