Polícias civil e militar trabalham juntas em Redinha, Natal
Um bom diálogo entre a Polícia Civil e a Militar e das duas com a comunidade está mudando o clima do bairro de Redinha, na orla de Natal. A partir das demandas que a delegacia local detecta em seu contato diário com o público, a PM desenvolve seu trabalho de monitoramento, especialmente em locais críticos.
Quando assumiu a condução da Delegacia de Polícia local, em 2004, o delegado Sérgio Freitas encontrou problemas típicos de violência, insegurança e falta de maior e melhor atuação dos serviços públicos. Nesse contexto adverso, o descrédito da população na polícia, considerada omissa, era mais um ingrediente.
O delegado conta que foi impelido pelo contexto a buscar alternativas para a melhoria da vivência comunitária. Buscou - e conseguiu – articular, além das polícias, grupos e instituições diversas interessadas em dar melhores condições de segurança e cidadania aos moradores do bairro. Em conjunto, a comunidade tem buscado superar problemas crônicos e, articuladamente, construir uma realidade de mais paz e convivência digna para todos. “Essas políticas integradoras dos diversos segmentos sociais e institucionais vem gerando uma sensação de mais bem estar no bairro”, afirma Freitas.
Uma das primeiras iniciativas foi promover a divulgação, nas escolas do bairro, do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Idoso. Com maior conhecimento das leis, as pessoas podem atuar na prevenção da violência, especialmente a intra-familiar, e atuar pela justiça e a cultura de paz.
Logo os profissionais das áreas de saúde (agentes de saúde, enfermeiros, médicos) e educação (professores, diretores, alunos) se envolveram no trabalho. Após capacitação, tornaram-se aptos a identificar e encaminhar problemas como maus tratos a idosos e crianças e evasão escolar, assumindo o papel de interlocutores da polícia, que busca em parceria resolução pacífica para tais demandas. “Depois vieram os comerciantes e agora os pais estão também se juntando nesse esforço de dialogar entre si e buscar alternativas de qualidade de vida e segurança”, conta o delegado.
De acordo com Freitas, órgãos como Polícia Militar, Polícia Civil e secretarias de Estado estão conscientes de que é preciso trabalhar em conjunto para melhorar a vida da comunidade. Áreas críticas de poluição sonora, por exemplo, vêm sendo monitoradas pela Polícia Militar, buscando ajudar numa convivência mais fraterna entre todos. Ele explica que as polícias atuam juntas, uma cobrindo o trabalho da outra.
“É importante frisar que o apoio que as polícias recebem de outros segmentos, como saúde, educação e comércio, não se refere a delação, mas sim à atuação em rede para o benefício de todos da Redinha, através da identificação de problemas e da proposta de soluções”, ressalta.
Uma parceria com o governo federal contribui para a prevenção da violência ao tirar os jovens da ociosidade nos períodos em que não estão na escola e oferecendo a prática de esportes no próprio bairro.
O próximo passo, segundo o delegado, é envolver mais as famílias, já que a violência doméstica é um dos principais problemas do bairro, e, muitas vezes, acaba virando caso de polícia. A violência intra-familiar já foi, inclusive, um dos problemas mais destacados numa caminhada pelo bairro realizada em junho de 2005, com participação de entidades como igrejas, escolas e outros atores sociais. O objetivo da manifestação foi chamar atenção para os problemas e buscar saídas para as dificuldades.
Maria José de Medeiros, 44 anos, diretora da Escola Municipal Nossa Senhora dos Navegantes e membro do fórum de segurança comunitária da Redinha, atesta que antes de a comunidade tomar consciência da necessidade de articulação, cada entidade do bairro desenvolvia seu trabalho isoladamente. A seu ver, após a aproximação dos diversos segmentos e as estratégias montadas pelo fórum, mediante o apoio do Delegado Sérgio Freitas, a situação de fato melhorou muito. Mas ela acrescenta que há ainda um longo caminho a ser percorrido e por isso o fórum tem mantido encontros periódicos, debatendo os problemas, pedindo apoio das autoridades e buscando construir um espaço de melhor convivência para todos.








Comentários
Esperança
A Minha esperança de ver o estado do Rio de Janeiro mais seguro, é realmente ver as nossas polÃcias se unirem em um só objetivo, promovendo uma sensação real de segurança. Pois só assim consiguiremos vencer o mal.
União
Acredito que o caminho é este, a união, trabalhar conjuntamente, polÃcias e sociedade artiliculadas na busca por resultados concretos no dia-a-dia da comunidade. Num bairro, numa comunidade, um conhece o outro, a professora tá próxima de seus alunos, dos pais dos alunos, o profissional da saúde lida com as mesmas pessoas todos os dias e à policia cabe conhecer a realidade daquele local e interagir com a essa comunidade numa verdadeira parceria para amenizar os seus conflitos e buscar soluções pacificas para as pessoas.
SUCESSO
Parabéns a comunidade da Redinha que vem desenvolvendo esse trabalho e ao Delegado Sérgio Freitas pela iniciativa de congregar a todos para proporcionar um ambiente de paz e tranquilidade, sendo um dos bairros com menor indíce de homicídios na cidade de Natal.
Continuem mobilizados e vigilantes, pois o trabalho não pode parar.
Enviar novo comentário