Armas de fogo atormentam países africanos

Quatro países do oeste da África que fazem parte do Projeto Sub-Regional de Armas Pequenas estão reunidos em Bajul, Gâmbia, pra avaliar o programa que visa diminuir o número de armas ilegais em circulação. Cerca de 30 representantes da Guiné, Senegal, Guiné Bissau e Gâmbia, além de especialistas da Oxfam e do Centro de Estudos de Cooperação Internacional (Ceci), do Canadá, estão participando do encontro que vai criar uma plataforma para que os governos possam programar as atividades para o segundo ano do projeto.


No primeiro dia do encontro, cada país apresentou os resultados do primeiro ano do programa que tem como um dos objetivos combater a entrada de armas ilegais pelas fronteiras com países em situação de conflito armado como Serra Leoa, Libéria e Costa do Marfim. O projeto faz parte de um programa financiado pelo Canadá para promover a paz e a segurança nos países da sub-região africana.


A diretora da Rede do Oeste Africano para a Construção da Paz (Wanep) em Gâmbia, Pamela Cole, alertou para a urgência de se combater a proliferação das armas de fogo na região e para a necessidade de se conscientizar a população para a ameaça das armas de fogo. Para Cole, a instabilidade da região é resultado dos conflitos armados. Ela citou o exemplo de Gâmbia que, apesar de não ter guerras civis, sofre os efeitos das armas que vêm de países vizinhos.


Desarmamento


Para tentar restabelecer a paz no país até as eleições presidenciais que acontecerão em outubro, o governo da Costa do Marfim iniciou, nesta quinta-feira (18), um programa de desarmamento. Junto com a entrega de armas, será realizada também uma campanha de recadastramento de eleitores.


A meta do programa, segundo o primeiro ministro Charles Banny, é desarmar cerca de 60 mil combatentes. Em 2002, grupos rebeldes tentaram derrubar o presidente Laurent Gbagbo deixando a nação dividida entre opositores e tropas leais ao presidente. Coube ao atual premier negociar a paz entre as partes e garantir a realização das eleições de outubro.


Armas


Um relatório publicado pelas Nações Unidas esta semana revelou que, apesar do embargo de 15 anos imposto pela organização à Somália, as armas de fogo continuam a entrar no país alimentando uma guerra civil que já causou milhares de mortes.


O documento, redigido pelo Grupo de Monitoramento criado pelo Conselho de Segurança da ONU para investigar a entrada de armas na Somália, revela que países como Djibuti, Eritréia, Etiópia, Itália, Arábia Saudita e Iêmen continuam vendendo armas e equipamentos bélicos para grupos armados da Somália. De acordo com o reltaório, Eritréia e Etiópia estariam fornecendo armas e munição, enquanto Djibuti e Iêmen estariam vendendo uniformes e veículos militares. Os governos desses países negaram as acusações.


Na quarta-feira (17), o Conselho de Segurança da ONU decidiu prorrogar o período de trabalho do grupo e pediu que os estados membros tomem as medidas necessárias para identificar e punir os violadores.


O país está em Guerra civil desde 1991 com várias facções e grupos rebeldes lutando pelo poder. Nenhuma negociação de paz teve êxito até hoje. Em 2004 foi estabelecido um governo provisório formado por representantes das várias facções.


Fontes: All Africa, Africast e Irin News


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