Uma centena de mulheres são estupradas em ataque de milícia no oeste do Sudão

Mais de cem mulheres foram estupradas em um só ataque da milícia Arab em Darfur, oeste do Sudão. O coordenador das Nações Unidas para o Sudão, Mukesh Kapila, informou à BBC que o conflito criou na região a pior crise humanitária do mundo.


Ele disse que a limpeza étnica promovida por essas milícias já afetou mais de um milhão de pessoas e que pode ser comparada ao genocídio que ocorreu em Ruanda em 1994. O grupo têm o apoio do governo sudanês.


As milícias Arab explusaram milhares de pessoas de suas casas em retaliação a uma rebelião iniciada há um ano por dois grupos armados que acusavam o governo, dominado por uma maioria árabe, de ignorar os habitantes africanos de Darfur. Mais de cem mil pessoas já cruzaram a fronteira com o Chad fugindo dos conflitos.


De acordo com informações da ONU, 75 pessoas foram mortas no ataque à vila de Tawila. Muitas das mulheres estupradas, foram violentadas na frente de parentes que foram mortos depois. Além disso, 150 mulheres e 200 crianças foram raptadas.


A situação se agrava pois as agências internacionais de ajuda humanitária só conseguem chegar a algumas partes da região e também estão sujeitas aos ataques. Enquanto os conflitos no oeste do Sudão se intensificam, as negociações de paz entre o governo e os rebeldes que estão em guerra há 20 anos no sul do país estão próximas do fim.


Fonte: BBC News


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