Uma política única de segurança

Um acordo entre os três partidos políticos mais importantes do México para unificar a política nacional de segurança frente ao narcotráfico é a alternativa mais plausível para lidar com a violência no país, de acordo com o sociólogo Luis Astorga, da Universidade Autônoma do México e um dos maiores pesquisadores do tema no país. Atualmente, cada coletividade lida com o problema de forma diferente em sua área de influência.

O Haiti bate um bolão

Futebol é uma paixão nacional também no Haiti. A admiração que os haitianos têm pelo futebol e pela seleção brasileira é curiosa e emocionante. Se hoje o Brasil é um dos mais importantes parceiros de cooperação internacional do Haiti – dada a liderança da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no país (Minustah), os investimentos sociais que a acompanharam e o auxílio nos esforços de reconstrução após o terremoto –, a relação que existia antes entre os dois países já era mediada, sobretudo, pela bola.

A legalização global das drogas é possível?

Para o ex-presidente espanhol Felipe González (foto) parece que sim. Por ocasião das comemorações do 200º aniversário da independência do México este ano, González declarou recentemente que a violência em que vive o país não é um problema só do México. “O país está contando os mortos, enquanto o dinheiro gerado pelo narcotráfico, cerca US$ 350 bilhões por ano, estão do outro lado da fronteira com os Estados Unidos", afirmou.

Por um Rio integrado em 2016

Deixar no passado a imagem de “cidade partida” e levar a república aos territórios antes dominados pelo poder armado paralelo é o objetivo do projeto UPP Social, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Comunidade Segura e ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o secretário explica os desafios e prioridades.

A chave da pacificação colombiana

Estados que governam somente para alguns poucos favorecidos, mas não para todos os seus cidadãos. Uma "ética do atalho", que prega sempre o caminho mais fácil para ganhar dinheiro, sem muito trabalho. Estas são duas das heranças ibéricas coloniais através das quais o pesquisador Ricardo Vélez Rodríguez explica a origem da desigualdade e da violência de alguns países latino-americanos.

Empurrãozinho judicial à política de drogas

De acordo com o Ministério da Justiça, há no Brasil cerca de 86 mil pessoas presas por tráfico de drogas. Até setembro de 2010, nenhum deles podia aspirar a penas alternativas, mas isso mudou com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que acaba de devolver ao juiz a autonomia para a individualização da pena. Essa decisão se soma a outras de origem judicial que vêm modificando o panorama da política de drogas na América Latina.

Queda da violência letal no Rio é real

Para verificar os dados oficiais divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, o sociólogo Ignácio Cano, da Uerj, comparou-os aos dados da Saúde Pública e achou resultados similares. Em palestra no 4o Fórum Violência, Participação Popular e Direitos Humanos, realizado em 22 de setembro, ele propôs um indicador que reúna todas as mortes violentas intencionais.

Prevenção, a vacina contra o vício

A conjuntura atual da sociedade brasileira exige dos gestores de segurança pública uma conduta cada vez mais pautada no uso de estratégias inovadoras que – fundamentadas nos parâmetros da legalidade, da modernidade, da integração e da democracia – deem ênfase à participação da sociedade organizada nas decisões.

México: 80% das armas do crime vêm dos EUA

Não há fotos do encontro fechado para a imprensa, mas anteontem o autor e o editor de um novo estudo sobre tráfico de armas através da fronteira dos EUA para o México se reuniu com 40 funcionarios do congresso americanos, dentro uma sala fechada na Câmara dos Deputados em Washington. O encontro foi o resultado de uma pesquisa que levou Colby Goodman, especialista em política pública internacional e seu coautor, o jornalista Michel Marizco, a ambos lados da fronteira.

Para abrir a cortina

Médicos, pesquisadores, advogados, juízes e policiais entrevistados no documentário “Cortina de Fumaça”, de Rodrigo Mac Niven, colocam em xeque a política mundial de drogas, apontando as conseqüências político-sociais da proibição e a sua falta de coerência do ponto de vista científico.

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