Região

Segurança: uma questão de direitos humanos

Em sua busca por superar a violência que a tormenta há décadas, a América Latina deve ter foco nas práticas de segurança cidadã, mais do que no conceito de segurança pública que domina a agenda regional. A afirmação é de Amerigo Incalcaterra, representante regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Jonathan não tem tatuagem

As portas foram abertas por organizações da sociedade civil. As histórias foram reveladas pelos membros de gangues e suas famílias. As crônicas foram esccritas por cinco jornalistas, num exercício de imersão na violência juvenil na América Central. O resultado: um livro doloroso mas necessário, que fala da complexidade do problema e alerta para a necessidade imperiosa de mudança de mentalidade para afastar os estigmas.

Alternativas para o combate à violência armada na América Latina

São vários os lugares comuns infundados sobre a violência, apesar de constatado o fato que não há relação de causa e efeito entre miséria e violência, é verdade que os países com maior desigualdade econômica têm índices de violência mais altos. A Declaração de Genebra sobre Violência Armada e Desenvolvimento inspirou seminário sobre práticas concretas discutindo redução de violência na América Latina e no Caribe.

As maras vistas de perto

Coordenador-executivo do Afroreggae, José Junior viajou para El Salvador para gravar episódio do programa Conexões Urbanas sobre maras e pandillas. Conversou com mareros e ex-mareros, policiais e ativistas sociais. Familiarizado com a realidade dos jovens do Rio de Janeiro que entram para o tráfico, ele contou suas impressões da viagem e fez uma comparação entre a realidade de pandilleros e traficantes.

Estigmatizar os jovens é fugir da responsabilidade

Culpar e reprimir os jovens pela insegurança na América Central é a reação mais comum, mas não vai resolver o problema da violência na região, nem as condições de vida dos integrantes das gangues. Isabel Aguilar, coordenadora regional do programa de Políticas Públicas para Prevenir a Violência Juvenil na América Central (Poljuve), da Guatemala, nos fala sobre algumas soluções justas e duradouras.

Destino tatuado

Pertencer. A uma pandilla, a uma mara, a uma gangue. Este foi o sentimento que move os jovens da América Central observado pelo cineasta Marco Nicoletti durante as filmagens de um documentário para a organização não-governamental Interpeace, da Suíça, que trabalha em vários programas de atenção a jovens de Guatemala, El Salvador e Honduras.

Jovens na mesa de debate sobre drogas

Nós, jovens, devemos ter uma participação significativa na vida política dos governos latino-americanos, pois somos os melhores para descrever nossa própria situação de vida. Porque somos sujeitos de direitos e garantias e porque nos deve ser permitido escolher o que é melhor para nós mesmos de acordo com a nossa própria experiência. Afinal, ninguém mais que o próprio indivíduo pode decidir o que entra em seu corpo e o que faz de sua vida, e isso se aplica aos jovens também.

'Mano dura' não foi eficaz na América Latina

A partir dessa quarta-feira (11), a capital da Nicarágua será o cenário de um interessante debate sobre as estratégias que os organismos de segurança cidadã e a sociedade civil podem aplicar para controlar a crescente violência criminal por parte de grupos juvenis nos países latinos americanos.

ONU e sociedade civil: usuário de drogas não é criminoso

Grupo de 40 especialistas internacionais lançou um Chamado à Ação em que convocou os governos a enfrentar o problema das drogas a partir de uma perspectiva mais humana. Por sua vez, a ONU apresentou seu Relatórrio Anual sobre Drogas e reconheceu a importância de tratar os usuários como pacientes e não como criminosos, mas reforçou sua oposição à legalização das drogas.

Ex-presidentes propõem descriminalizar maconha

Gaviria e FHC

Diante do que qualificaram como uma política fracassada de combate às drogas, os ex-presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e da Colômbia, César Gaviria Trujillo, disseram que é preciso passar do proibicionismo atual para um certo grau de legalização.

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