Juventude e Violência

'A lei garante tudo, mas se faz muito pouco'

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi aprovado há 21 anos, no dia 13 de julho de 1990. Tendo suas bases nas diretrizes da Constituição Federal de 1988, a chamada Constituição Cidadã, a lei garante os direitos de todas as crianças e os adolescentes. Conquista da sociedade, o ECA nasceu graças à participação da sociedade, que se articulou na luta por melhores condições de vida para esta parcela da sociedade brasileira.

As maras vistas de perto

Coordenador-executivo do Afroreggae, José Junior viajou para El Salvador para gravar episódio do programa Conexões Urbanas sobre maras e pandillas. Conversou com mareros e ex-mareros, policiais e ativistas sociais. Familiarizado com a realidade dos jovens do Rio de Janeiro que entram para o tráfico, ele contou suas impressões da viagem e fez uma comparação entre a realidade de pandilleros e traficantes.

Drogas e delinquência juvenil

Para estabelecer os padrões de uso de drogas entre crianças e adolescentes em conflito com a lei e entender a relação entre consumo e delinquência, os pesquisadores argentinos Fabiana Cantero e Fernando Veneziale, da Secretaria da Infância e da Adolescência, entrevistaram 218 jovens em centros de detenção de menores en Buenos Aires. Em entrevista ao Comunidade Segura, falaram sobre suas conclusões.

Estigmatizar os jovens é fugir da responsabilidade

Culpar e reprimir os jovens pela insegurança na América Central é a reação mais comum, mas não vai resolver o problema da violência na região, nem as condições de vida dos integrantes das gangues. Isabel Aguilar, coordenadora regional do programa de Políticas Públicas para Prevenir a Violência Juvenil na América Central (Poljuve), da Guatemala, nos fala sobre algumas soluções justas e duradouras.

Existe vida depois da prisão?

As prisões eram, supostamente, a solução para criminosos membros de gangues. Não mais. Agora, a realidade é a diminuição da população carcerária. O Comunidade Segura conversou com o professor da Universidade de Chicago, John Hagedorn, sobre o que acontece aos membros de gangues presos quando, ao invés de construir mais celas, a ideia é apontar-lhes a porta da saída.

Destino tatuado

Pertencer. A uma pandilla, a uma mara, a uma gangue. Este foi o sentimento que move os jovens da América Central observado pelo cineasta Marco Nicoletti durante as filmagens de um documentário para a organização não-governamental Interpeace, da Suíça, que trabalha em vários programas de atenção a jovens de Guatemala, El Salvador e Honduras.

Maras: rota circular São Salvador-Los Angeles

As pandillas se multiplicam nos Estados Unidos e na Europa como alternativa para emigrante jovem. O acadêmico mexicano Juan Carlos Narváez desenvolve uma visão crítica do assunto em seu livro "Rota transnacional: de São Salvador a Los Angeles".

Residências no lugar dos centros de detenção

O modelo de Justiça Juvenil do estado do Missouri revolucionou o sistema de detenção juvenil nos EUA. Menos dispendioso e violento que a carceragem tradicional, o modelo também reduz significativamente taxa de reincidência e inspira iniciativas semelhantes em vários estados dos EUA. À frente desta mudança, está Mark Steward.

Não-violência para jovens em risco

Teny Gross, chefe do Instituto de Estudos e Práticas de Não-Violência, nos EUA, discute o seu trabalho com jovens de 14 a 23 anos em uma área seriamente afetada pela violência de gangues. O instituto dedica-se à prevenção da violência no trabalho direto com jovens em situação de risco em suas comunidades, através de agentes e programas que ensinam não-violência em escolas e prisões.

Jovens como agentes do seu próprio futuro

Estudo realizado pelo Centro Gumilla evidencia que os jovens venezuelanos se sentem vítimas de vários tipos de exclusão, mas que também se veem como atores de mudanças capazes de decidir sobre seu futuro e sobre as políticas que os afetam. José Gregorio Guerra, um dos autores, fala sobre as implicações do estudo.

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