Prêmio Polícia Cidadã: práticas policiais exemplares
Texto produzido pela parceria portal Comunidade Segura e Fórum Brasileiro de Segurança Pública
“É o momento de a sociedade civil organizada ter uma atitude mais pró-ativa com relação aos meios policiais e é importante mostrar para a sociedade o que é uma boa prática policial”. A constatação é da antropóloga Elizabete Albernaz (foto), coordenadora do Prêmio Polícia Cidadã que está em sua quarta edição.
Criado em 2003 pelo Instituto Sou da Paz, o prêmio tem como objetivo divulgar práticas policiais exemplares que contribuíram para melhorar a segurança pública. O projeto visa também reconhecer publicamente o trabalho do policial comprometido e engajado. Segundo Elizabete Albernaz, o Polícia Cidadã é fruto do amadurecimento das constatações do movimento da sociedade civil organizada.
Para ela, quando o prêmio reconhece um determinado tipo de fazer policial, ele está dizendo para as polícias e para a sociedade o que é uma prática policial importante. “É como se fosse um ISO, um selo”, compara.
A coordenadora explica que o prêmio demonstra o amadurecimento do movimento de direitos humanos e de organizações não governamentais, e que a polícia ocupa um lugar estratégico na consolidação democrática do país. “Precisamos pensar em como potencializar o trabalho desses policiais e mostrar à polícia o que é uma prática policial interessante, pautada na legalidade”, argumenta.
Policiais militares, civis e técnico-científicos, independente da patente, do cargo, da gradução e do tempo de serviço, podem concorrer. São cinco prêmios em dinheiro por grupo (R$ 6 mil por pessoa) e mais 25 bolsas de estudo integrais de formação em tecnólogo na faculdade IBTA.
Este ano, o Polícia Cidadã foi expandido para o interior do estado, onde o projeto ainda não tem tradição. Houve uma ampliação na área de abrangência do prêmio - para São José dos Campos, Baixada Santista e Campinas. “Esta é a grande novidade deste ano”, afirma Elizabete.

Segundo a pesquisadora, em 2003 e em 2004, o Prêmio Polícia Cidadã abrangeu apenas a área da capital porque o projeto ainda era piloto e era preciso testar a metodologia, verificando a logística de trabalho que era necessária para aplicar o prêmio em maior escala. A primeira expansão foi em 2005, para a região metropolitana. Este ano, o prêmio passou de 39 municípios para 139. “Até o momento, esta é a expansão mais significativa”, ressalta.
O perfil dos premiados é de policiais que têm uma relação diferencial com o trabalho. São policiais pró-ativos e criativos e que têm “uma coisa de dedicação, comprometimento”, aponta Elizabete.
As práticas vencedoras podem ser tanto ações realizadas na ponta – de investigação, atividades de policiamento comunitário – quanto ações de gestão – que melhorem a atuação da polícia, sua inteligência, o uso dos recursos, o planejamento e o controle da corrupção.
Os vencedores são escolhidos por uma comissão avaliadora formada por policiais militares, civis, técnico-científicos e por pesquisadores especialistas na área. A comissão é independente do Instituto Sou da Paz para tornar o processo isento.
“Este ano, a gente tem recebido ações com alto poder de replicabilidade e ações propriamente de polícia voltadas para a redução da criminalidade e da violência. O foco são as ações de redução e prevenção da violência e da criminalidade desenvolvidas pela polícia e que tenham elevado potencial de serem replicadas”, reforça a coordenadora.
Em suas três primeiras edições, o projeto premiou 150 policiais das 39 cidades da região metropolitana de São Paulo. Um dos premiados foi o projeto que criou a Equipe Especial de Investigação de Homicídios Múltiplos, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Composta por 15 investigadores, a equipe surgiu com o objetivo de se dedicar exclusivamente à investigação de chacinas, crime que alarmava a cidade de São Paulo há oito anos.
Em 2003, houve um aumento na estrutura da equipe, que se transformou na 3ª Delegacia da Divisão de Homicídios do DHPP. Desde que a divisão foi criada, o número de casos passou de quase 50 chacinas por ano, em 2003, para sete por ano, em 2008, na capital.
Segundo o delegado titular, Luiz Fernando Lopes Teixeira, o trabalho se baseia na confiança entre a população e a equipe de investigação. Os investigadores acompanham os familiares durante o processo de reconhecimento do corpo, o transporte até o Instituto Médico Legal, o velório e o enterro das vítimas.
Para Teixeira, a premiação é um incentivo porém, o mais importante é o reconhecimento. “A motivação para participar do prêmio foi divulgar as coisas boas que a gente faz em prol da população. É importante para valorizar o trabalho. O valor principal é o reconhecimento de que está se fazendo um bom trabalho”, afirma.
O trabalho da delegacia está agora expandindo-se para a grande São Paulo. Seis investigadores da equipe ganharam o Prêmio Polícia Cidadã em 2006. A Delegacia conta hoje com dois delegados, o titular e o assistente, 15 investigadores e quatro escrivães.
Além da premiação definida pela comissão, há ainda um Prêmio de Escolha Popular em que o público pode votar nas ações que achar mais interessante. O instituto divulga as ações finalistas e abre para escolha popular.
Para Elizabete Albernaz, o Prêmio Polícia Cidadã pode ser considerado um exemplo para que outros policiais realizem práticas que contribuam para a melhoria da segurança pública uma vez que as ações vencedoras ganham visibilidade e se fortalecem. “A mídia começa a buscá-las. Assim, o prêmio acaba incentivando o comportamento dos policiais para atuarem da mesma forma”, avalia.
As inscrições para o Prêmio Polícia Cidadã podem ser feitas pelo site do Instituto Sou da Paz ou pelo correio. São parceiros, em São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública do Estado, as Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, a Faculdade IBTA e o banco Nossa Caixa.
Saiba mais:
Oito projetos recebem Prêmio Polícia Cidadã
Ações vencedoras do III Prêmio Polícia Cidadã
II Prêmio Polícia Cidadã destaca boas experiências policiais








Comentários
QUERO INSCREVER MINHA EXPERIENCIA
EU SOU CAPITAO DA PMPE, E ESTOU COMANDANDO A 1ªCPM/19ºBPM EM BOA VIAGEM -RECIFE PE, A ÁREA É NOBRE, ZONA SUL, MAIS E ARRODEADA DE FAVELAS, COMUNIDADES CARENTES QUE SÃO RESPONSÁVEIS POR GRANDE PARTE DOS CRIMESQUE ENGORDAM AS ESTATÍSTICAS QUE PREJUDICAM NOSSO ESTADO. POIS BEM, FOI IMPLANTADO EM DUAS COMUNIDADESSOB O MEU COMANDO, AS MAIS POBRES E POBLEMÁTICAS, A POLÍCIA AMIGA, E ESTE ANO FIZEMOS A COMPARAÇÃO DE ESTATISTICA, EM UMACOMUNIDADE ONDE EM 05 MESES ANO PASSADO HOUVERAM 16 HOMICÍDIOS, ESSE ANO COM A IMPLANTAÇÃO NO MESMO PERPIODO FORAM APENAS 03, ISSO MUITO NOS ANIMA POIS ESTAMOS NO CAMINHO CERTO,
OS POLICIAIS QUE FAZEM ESSE POLICIAMENTO TÊM UMA MISSÃO DE MANTER CONTATO DIÁRIO COM A POPULAÇÃO E FAZEM O POLICIAMENTO 24HE AO FINAL DE CADA 03 MESES É FEITO UMA ELEIÇÃO NA COMUNIDADE PARA ELEGER O QUE MAIS SE DESTACOU NA COMUNIDADE, O QUAL RECEBE UM PREMIO DO COMANDO,( DIÁRIAS EM HOTEIS, VIAGENS PARA PRAIS, ELOGIOS EM BG ETC, OS BENEFÍCIOS VÃO ~TAMBEM PARA A FAMILIA.) TEM DADO MUITO CERTO. FORTE ABRAÇO , PARABENS PELO PROJETO E DESEJO MAIS SUCESSO AINDA.
CAP JOSE PIRES DE SOUZA FILHO PMPE
8199954472- 3131811710 E 318117111
Enviar novo comentário