Desarmar a violência doméstica
Do dia 15 aos dia 21 de junho, serão realizados vários eventos em mais de 85 países com o objetivo de chamar a atenção para o custo humano da proliferação e uso indevido de armas ligeiras durante a Semana de Ação Global Contra a Violência Armada.
Para as mulheres, a casa é o local onde estão expostas a maiores riscos de violência armada. As estatísticas são alarmantes. Quando existe uma arma de fogo em casa, as mulheres ficam três vezes mais expostas a mortes violentas. Os perpetradores são muitas vezes companheiros, atuais ou passados, algumas vezes com história de violência doméstica.
Além disso, a cada mulher assassinada ou ferida com arma de fogo, muitas outras são ameaçadas. É por estas razões que ativistas em mais de 28 países estão exigindo políticas que mantenham as mulheres livres de violência armada.
"Desarmar a violência doméstica" é a primeira campanha internacional destinada a proteger as mulheres da violência armada na esfera doméstica. O principal objetivo é garantir que pessoas com antecedentes de violência doméstica não tenham acesso a armas de fogo. Dos 900 milhões de armas ligeiras existentes atualmente no mundo, cerca de 75% estão nas mãos de civis, na sua maioria do sexo masculino.
A Rede Internacional de Ação Sobre Armas Ligeiras (Iansa) tem defendido a inclusão da consulta obrigatória das(os) esposas(os) e companheiras(os) no processo de candidatura a licença de uso e porte de arma de fogo como medida essencial para a salvaguarda das mulheres. Em muitos casos, o agressor tem antecedentes de violência (ameaça ou agressão), sem que tal fosse do conhecimento da polícia.
Para Tatiana Moura, coordenadora do Observatório sobre Gênero e Violência Armada (OGiVA), do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, "esta semana constitui uma oportunidade para um apoio inequívoco por parte do governo português a políticas ambiciosas e eficazes de desarmamento da violência doméstica. Com tantas pessoas – incluíndo mulheres – a sofrer os impactos da violência armada no nosso país, não há tempo a perder."
Fonte: Observatório sobre Gênero e Violência Armada (OGiVA)








Comentários
SÓ ARMAS DE FOGO ?
Tudo isso é bonito mas, como fica as facas, as peixeiras, o pedaço de pau e as próprias mãos dos agressores ? Será que são sómente as armas de fogo que ameaçam a integridade física das mulheres ? Quer dizer que, se tirar as licenças para portar ou ter armas dentro de casa, as mulheres estarão seguras ? HALÔÔÔ !! Querem fazer realmente algo de concreto e eficáz à respeito ? Faz um credenciamento dos casos já ocorridos, analisem as taxas de reicidência das agressões. Convoquem os "brigões" para sessões de terapia de grupo, como acontece com os Alcóolicos Anônimos. Façam também uma campanha para que novos casos sejam relatados ou denunciados, até com ajuda da população, como vizinhos e parentes testemunhas de casos semelhantes. A mesma coisa: chama os brigões e põem na terapia, sob determinação judicial, para que não haja desculpas por parte deles, para não fazer. É assim que se previne com eficácia, os caos de tortura, espancamento e até mortes de mulheres, por seus companheiros. Será que é tão difícil assim ? Inclua isso na Lei maria da penha e aí sim, já haverá uma expectativa de segurança dessas mulheres, porque segurança 100 %, somente quando eles estiverem na terapia.
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