Calibre 40 e treino para ações policiais menos letais
Por receberem treinamento específico, policiais tendem a disparar menos a esmo durante confrontos do que bandidos, mas mesmo assim não estão livres da possibilidade de cometerem erros com conseqüências desastrosas. Para reduzir essa chance, o Capitão da Reserva Paulo Storani, mestre de tiro e professor da Academia da Polícia Militar do Rio de Janeiro, defende o retorno às armas menos letais, como pistolas de calibre 40, conhecidas como “calibre policial”, para o policiamento ostensivo, além de mais treinamento para toda a tropa.
“Taticamente, sou contra o uso de armamento de projéteis de alta velocidade no policiamento ostensivo. A letalidade desses calibres é muito grande. Quando o projétil atinge uma pessoa, a probabilidade de causar a morte é muito maior do que o calibre 40, que tem velocidade menor e poder de parada maior, e é menos letal”, afirma o especialista, que é capitão da reserva e ensina Liderança e Processo Decisório. Segundo ele, um tiro de fuzil pode matar uma pessoa mesmo que não atinja uma área letal do corpo, pelas lesões que pode produzir.
Para Storani, os fuzis só deveriam ser utilizados em situações específicas e por pessoas preparadas, com um nível de treinamento que só os profissionais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) têm. "O uso do calibre 40 seria o ideal, na versão pistola e submetralhadora. Contudo, se esta adoção fosse parte de um processo de desaceleração do uso de armamento letal, eu abandonaria de imediato o fuzil 7,62, adotando somente o 5,56 (.223), por ser menos perfurante do que o anterior, embora seja igualmente letal. Seria uma questão de redução do dano, pois o 7,62 perfura facilmente a alvenaria e atinge outros alvos, enquanto o 5,56 (.223) se fragmenta e a destrói. Trata-se da relação alta velocidade e massa do projétil", ensina.
Ele ressalta que esse posicionamento se dá por razões técnicas, e não políticas: em situações de estresse as pessoas têm reações fisiológicas que fazem com que percam a noção de tempo e espaço. No caso de um tiroteio, explica, o atirador tende a fazer uma visão de túnel em que só foca o oponente, perdendo a visão do entorno. “O estresse provoca alteração na performance de qualquer atirador. Estressado, ele pode ter uma percepção errada e conseqüentemente ter uma reação errada”, explica.
Storani lembra que a adoção pela polícia de fuzis de calibres 7,62 e 5,56 foi uma tentativa de nivelar seu poder de fogo ao dos marginais. “A evolução da violência no Rio de Janeiro a partir dos anos 80 mudou a dinâmica da segurança pública. O policial que usava calibre 38 e 12 se viu na necessidade de se equiparar com os marginais, que hoje tem granadas em seu arsenal”, observa.
Treinamento melhora tomada de decisões
O professor explica que um componente psicológico faz com que o policial se sinta mais seguro para responder uma agressão se estiver armado no mesmo nível que o agressor. “O problema é que o marginal pensa da mesma maneira, e o seu ímpeto para o confronto será maior caso veja uma arma menor com o policial”, acrescenta. A solução, diz ele, está no treinamento:
“Uma pessoa destreinada quer todas as armas possíveis. O treinamento é um processo cognitivo que influencia psicologicamente na tomada de decisões. Quanto melhor o policial estiver capacitado, mais seguro estará na tomada de decisão de atirar ou não. Existem técnicas de treinamento que ensinam a manusear armas e desenvolver melhor a percepção sobre a situação. O mais importante é o domínio sobre o disparo.”
Segundo Storani, que foi subcomandante e instrutor de tiros do Bope, um policial deve ser capaz de identificar uma agressão, posicionar o corpo no espaço, enquadrar o alvo, raciocinar rápido para decidir se vai disparar ou não e, caso dispare, fazê-lo com precisão, tudo em questão de segundos.
Em teste, grupo treinado teve resultado 50% melhor
Estes preceitos básicos compõem uma técnica de tiro desenvolvida por Storani ao longo de 13 anos de estudos, denominada “Técnica de tiro policial para áreas de conflito”. Parte do seu conhecimento ele adquiriu ao desenvolver o estudo “O treinamento perceptivo-motor para a melhoria da performance no tiro e prevenção de acidentes em confrontos armados”, feito no ano 2000, durante a sua pós-graduação em Treinamento Físico na Universidade Gama Filho.
Para a pesquisa, Storani submeteu 120 recrutas sem vivência policial ao “Teste de tiro de reação seletiva”, que leva em consideração quesitos como tempo de reação, precisão e seletividade. Metade do grupo recebeu treinamento e outra metade não. O grupo treinado apresentou um resultado 50% melhor que o grupo não treinado. Aplicado mais tarde em oficiais do Curso de Operações Especiais, eles apresentaram rendimento muito superior ao dos recrutas, comprovando a importância da experiência e do treinamento, principalmente no quesito da seleção do alvo.
Treinamento como política pública
Para Storani, que é Secretário de Segurança Pública do município fluminense de São Gonçalo, o treinamento regular de tiro dos policiais tem que ganhar status de política pública, de forma a garantir a logística necessária para que se treinem os 37 mil profissionais de 40 batalhões. “É preciso haver locais especiais, munição, armas, viaturas para condução das tropas e um número razoável de instrutores. Além disso, deve haver horário específico para o treinamento, para que não se sacrifiquem as horas de folga do policial. A instrução é sagrada, mas tirar as folgas do policial é sacrilégio”, conclui.
Saiba mais:
Para o tiro não sair pela culatra








Comentários
redução de calibre para policiais
Ã? um absurdo pensar que reduzindo o calibre vai deixar de ser mais ou menos letal. Sou policial civil em SÃO PAULO, e vos digo, o que nos falta é exatamente um calibre maior para que possamos executar com precisão nosso trabalho, apenas quem não tem conhecimento de armamento pensa o contrário, quanto ao tempo e o local de treino, é pra isso que servem os oficiais de carreira que nunca saem na rua, ou seja, pensar e logistica, salvo quando os mesmo não tem a capacidade nem de um nem de outro.
arma
Melhor ainda, por que nao começamos a defender o fim do uso de armas de fogo pelos policiais,dando a eles intruçao e treinamento no uso de zarabatanas, equipando-os com tal!!!!!!
calibres menores
Balas perdidas, e inocentes feridos sempre vão acontecer, não tem oque fazer,é assim mesmo, se o policial tá numa favela, com 3 casas por metro quadrado, e atirando, é claro q pode pegar em alguem q nao tem nada a ver, assim como os marginais atirando tb acertam inocentes. O foco tá errado, não é o policial que nao pode usar sua arma, é o trafico( e a bandidagem em geral) que não tem q existir!
redução de calibres para policiais
Legal, só faltou impor essa idéia também pra criminalidade ou então inventarem uma armadura a prova de munição subsônica pra policiais. Sou policial em SP e vos digo: TOLERÂNCIA ZERO CONTRA O CRIME (de verdade), isso SIM! Abraços.
contra o uso de arma de grosso cal para policiais
Não concordo com a tese levantada pelo Sr. Storani, moramos no rio onde os crimonosos usam armas de guerra contra policiais e civis, geralmente essa balas perdidas que atingem vitimas inocentes são de bandidos, é mais fácil imputar aos policiais do que ao marginal. O que ajuda aumentar a criminaliudade no paÃs são as demagogias encontradas em alguns órgãos, que se preocupa mais com os bandidos do que com as vitimas. Quero deixar minha sugestão. Seria melhor os policiais do RJ usarem ESTILINGUE. A população estaria mais bem protegida,e evitaria essa imputações aos policiais. Armados de PST 40 e fuzis deixam para os bandidos. Assim, é melhor.
Storani está certo.
O Capitão Storani esta cheio de razão!
A polÃcia precisa um calibre com poder de parada como o .40 e o .45 com hollow point. Uma pistola ou carabina .40 de um policial bem treinado é uma amenaza bem poderosa para os bandidos.
Fuzil 5.56 ou 762 em areas urbanas para policiamento ostensivo é um conceito erradÃssimo. Essas armas só deverÃam ficar com grupamentos de operações especiais e só em tiro semi-automático.
Estive na Alemanha e lá vi que os policiais usam uma munição 9mm expansiva com uma ponta de plástico para não atravessarem pessoas e objetos.
Acho que os Policiais
Acho que os Policiais trabalhariam melhor desarmados; se deslocando em bicicletas, ao invés de carros.
Não tenho dúvidas de que
Não tenho dúvidas de que estamos rumando para a ditadura do PT. O desarmamento, como a diminuição do calibre das armas dos militares, faz parte desse programa que evolui. Quando o Exército tentar fazer cumprir a Constituição será tarde, se já não o é.
Acho uma boa idéia, sugiro
Acho uma boa idéia, sugiro o treinamento intensivo do arco e flecha e lanças com pontas não letais para toda a força policial. Acho muito justo e romântico, seria uma guerra de Davi e Golias, arco e flecha contra armamento anti-aéreo !! Será que quem levanta essa tese já esteve na linha de frente de intensos tiroteios entre policiais e marginais ???
Redução dos calibres das armas das polÃcias
Armas de alto calibre podem ser perigosas para o uso policial, caso as balas atravessem quem deve ser atingido. Entretanto o código penal assegura o extrito cumprimento do dever legal e a legÃtima defesa,então diminuir a letalidade de armas apropriadas para o uso policial é literalmente diminuir o poder de fogo das polÃcias,isso é algo irresponsável, é aumentar o risco dos policiais em serviço,é dar a vitória aos marginais,nesse paÃs em que posse ilegal de armas dá cadeia e uso de drogas não. Esse é um passo importante para a privatização da segurança pública, prevista no estatuto do desarmemento,que permite porte de arma a quem comprovar ameaça e integridade fÃsica, mas tem que pagar 1000 reais se não pode morrer,mas se tem mais dinheiro pode pagar um segurança sem comprovar nada
Porque não tirar armamentos pesados dos bandidos?
Porque não dar uma punição mais dura para os marginais que usam armamentos pesados como fuziz7,62, 5,56 e armas automaticas? Acho que uma pena muito dura para estes marginais saria o TRABALHO. Põe na cadeia e ocupa o cara por 10 anos sem chance de progressão de regime. Talvez assim eles não usem mais fuzis, e como consequencia, os policiais tb nao precisem mais.
Redução de calibres para armas de defesa...
... Eu também sou favorável, desde que seja por uma munição mais potente, com maior poder de penetração e se possÃvel detonante. Ah! meu Deus, que saudades do tempo em que os marginais pensavam antes de abordar um cidadão hoesto por recearem o revide. Ontem um garoto de no máximo 7 anos tentou me assaltar branindo um pedaço de cano de PVC.
Armas de menor calÃbre para a polÃcia
Ã? lamentável pensar desta maneira, reduzir o calibre das armas dos policiais somente os farão mais fracos no combate ao crime, estarão se espondo mais e se protegendo menos.Não é esta opção de mudança. Temos de combater os criminosos firmemente, temos de ter seriedade nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.Tudo, já virou bagunça, perderam-se os valores, a razão e estamos perdendo o direito de "ir e vir", o direto de se defender, o direito de viver. O Cidadão de bem não pode mais defender seu lar dentro dos padrões da Lei, já está também à mercê do marginal, o qual está livre pra promover a desordem e "comandar" o crime. Temos de repensar à Leis, temos de ser mais severos com quem precisa. Chega de regalias.Ou viramos o jogo agora ou estaremos trabalhando para os Ladrões, na Ãntegra, pois já o fazemos indiretamente....Como diz nosso amigo Boris Casoy, "ISSO Ã? UMA VERGONHA!!!".
Desarmando as polÃcias
O governo Lula tem a firme intenção de desarmar não só a população como as PolÃcias também.Apesar do revés inesperado para os governistas(e até para nós) na questão do referendo das armas, ele não desiste de colocar-nos primeiramente reféns de bandidos, para depois sermos obrigados a nos render submissos ao Estado petista. Eu não sou armamentista, nunca tive armas em casa, perdà um filho para uma bala de um bandido, mas defendo a polÃcia e as FFAA bem aparelhadas até as últimas consequencias, como o sagrado direito de um civil possuir uma arma para sua defesa.
Baixo Calibre para Policiais
Realmente só pode ser uma armação do que poderá vir. Nós não devemos ficar de braços cruzados. Vamos fazer um abaixo assinado contra esta pouca vergonha. Afinal a segurança é feita para a sociedade. Enquanto aos marginais a leveza, a insensatez, direitos humanos. Creio que estamos dormindo, o ponto já está passando.
Incoerencias
è realmente andar na contra-mão do desenvolvimento policial, sugerir que eles usem uma carabina Cal. .40, pois sabe-se, ou pelo menos qualquer um que tenha um conhecimento minimo de armas e suas aplicações saberia, que a função do fuzil é aumentar a efetividade do tiro a média e longa distancia(de baixo pra cima do morro) coisa que com uma carabina de calibre mais grosso e pesado, perderia a eficacia e precisão, e quando em incursão em locais fechados e de disparos em locais de curto espaço, ai sim o policial fara o uso de sua arma de mão, pistola ou revolver que tenha um stoping power bom, para evitar o revide, falar o contrario disso podem ser uma de duas coisas: ou hipocrisia, ou politica, isso na melhor das hipoteses...
calibre
por que ao invés de reduzir o calibre o viva rio não ajuda a polÃcia no sentido de melhorar a sua infra-estrutura, capacitação e poder de prevenção. acho que os bandidos não estão nem aà se o 7.62 vai atravessar paredes e matar inocentes
Duvidas
Boa tarde Capitao , o seu estudo nao ha nada errado nele ,pois todos nos sabemos que os calibres mais velozes tem o minimo poder de parada e o maximo de perfuracao, sendo que apenas um projetil pode vir atingir ate 3 pessoas , isso eh o de menos nenhuma novidade ,,o meu maior , meu nao desculpe , o maior desafio do Sr. sera arrumar alem de tempo e equipamento sera a municao para treinamento ,,pois tambem sabemos que o estado nao esta nem ai para treinamento e muito menos para gastos que venha ter o pelotao , apos esta descoberta gostariamos muito que o Sr. como um burocrata como parece compartilhe esta com todos nos!!!!!!!!!!!!abs e boa sorte
O discurso do "não há o
O discurso do "não há o que fazer" é bastante confortável. Confortável para quem não sofre a violência com a mesma intensidade que as famÃlias que moram nessas "3 ou 4 casas por metro quadrado". Ã? também muito confortável porque justifica a inércia mental, a acomodação do debate, a falta de propostas, que é rapidamente substituÃda pela defesa da truculência como resolução dos conflitos. A estratégia da repressão pura e simples falhou. Isso é um fato. Ao longo dos anos nossa polÃcia mata e morre cada vez mais e ainda assim há quem defenda a intensificação do confronto, na contramão da construção de uma sociedade pacÃfica e segura para TODOS. Ao passo que a própria polÃcia negocia armas com traficantes, que o governo é ineficaz no controle de armas, cada vez mais pessoas desqualificadas pegam em armas e matam outras pessoas. Ã? preciso sensibilidade para perceber que matamos uns aos outros todos os dias e com tal irracionalidade, que nos deixa cada vez mais distantes da condição de seres humanos. E me parece faltar sensibilidade nos que defendem o fogo para resolver o incêndio.
Calibre menor para policiais
Acho que os senhores que defendem o uso de armas cadas vez mais pesadas pela polÃcia não se deram conta ainda de que essa estratégia não dá certo. A situação da violência no Rio e em outros centros urbanos só piora o que prova que as estratégias (ou a falta delas) usadas até agora não estão funcionando. Cada vez mais pessoas, inocentes ou não, morrem nos confrontos entre os traficantes e entre esses e a polÃcia. Ã? claro que o criminoso não vai se importar com mortes de inocentes, mas o dever da polÃcia é justamente prender os criminosos e proteger os inocentes. Assim como uma arma de fogo aumenta a probabilidade de uma pessoa morrer num ataque, uma arma de fogo com maior pode de fogo tem uma probabilidade muito maior de causar mais mortes durante um confronto do que uma arma de menor calibre que, se bem utilizada, impede o ataque do criminoso e poupa os inocentes.
informe-se
O Viva Rio oferece e monitora inúmeros cursos de gestão em segurançã pública e capacitação policial para praças, delegados, agentes penitenciários, guarda municipal, curso de aprimoramento ao GPAE do Morro do Cavalão em Niterói, entre outros, visando munir o corpo policial não de armas de alto calibre mas de técnicas de defesa pessoal, mediação pacÃfica de conflitos, prevenção de criminalidade e confronto, treinamento de qualidade e principalmente de uma visão mais humanitária da sua função. Thiago, antes de acusar, informe-se das ações do seu acusado, essa ignorância que no confronto armado é conhecida como a prática policial tÃpica de "atirar primeiro e perguntar depois" é um dos defeitos que a ONG visa MUDAR nessa instituição infelizmente tão necessária e tão problemática.
Trabalhos da Ong Viva Rio
Caro Thiago, A Ong Viva Rio monitora diversos cursos de capacitação para policiais civis, militares e agentes do sistema penitenciário. Com o apoio da SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos) e da União Européia faz o monitoramento dos seguintes cursos : 1- Curso de Capacitação em Técnicas Quantitativas e Análise Criminal para Oficiais da PolÃcia Militar do Estado do Rio de Janeiro (ISP) 2- Curso Temático e Pedagógico e Elaboração de Material Didático para a formação de docentes das Escolas de PolÃcias (ISP) 3- Curso de Capacitação para integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança Além de ser responsável pelo monitoramento da Revisão e Redação dos Manuais de Procedimentos para as PolÃcias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro, bem como da Integração dos Bancos de Dados da PolÃcia Civil, da PolÃcia Militar e das Guardas Municipais do Estado do Rio de Janeiro Espero ter esclarecido o seu questionamento a respeito de alguns dos inúmeros trabalhos da Ong Viva Rio na área de Segurança Pública.
REFLEXÃ?O
Edna, você conhece a noção de direitos humanos? Ela consiste basicamente na afirmação de igualdade, supõe que todos tenhamos um mÃnimo de direitos pelo simples fato de sermos todos humanos. Não parece razoável? A partir disso será que não é possÃvel pensarmos num tratamento intermediário entre "a leveza, a insensatez" e o calibre mais letal possÃvel para "os marginais"? Você já se perguntou PORQUE eles estão à margem da sociedade? Por escolha própria? Ou é a sociedade que os exclui, os impede de entrar e participar legalmente, não lhes dá condições de competir e exigir seus direitos? Pouca-vergonha para mim é defender a morte como solução. Até porque, esse tipo de ação policial assassina só causa mais morte e sofrimento, a bala destinada ao "bandido" muitas vezes atinge as Ednas que passam na rua indo ao supermercado, passeando com seus cachorros, vivendo suas vidas.
EXTERMÃNIO Ã? SOLUÃ?Ã?O?
"EXECUTAR COM PRECISÃO NOSSO TRABALHO" significa ter mais precisão para matar o máximo possÃvel de pessoas?! Por favor voltem a Academia que os formou e releiam os manuais, o policial é autorizado a atirar em legÃtima defesa, sua função é PRENDER, não MATAR. Aparentemente os comentários dessa notÃcia vem de um grupo de extermÃnio, não de uma instituição de DEFESA que deveria prezar acima de tudo o valor que tem toda e cada VIDA HUMANA. Os profissionais de logÃstica existem para planejar operações eficientes, com o mÃnimo de mortes e ferimentos tanto de alvos quanto de policiais, infelizmente no Brasil não há tradição de inteligência policial mas de truculência e letalidade. Até uma criança de 7 anos de idade sabe que é essencial para o sucesso de qualquer ação um mÃnimo de teoria e planejamento, infelizmente a força policial parece achar mais coerente invadir as áreas pobres da cidade, a vida e a casa de quem mora nelas, atirando pra matar.
Menos armas em defesa da vida
Não consigo conceber como as pessoas ainda insistem em lutar contra a violência com mais violência. A questão da segurança no paÃs é alarmante, os policias estão fortemente armados e nem por isso a situação melhora. Prova de que não adianta engrenar numa escalada armamentista que apenas beneficiará os senhores das armas que só pensam em lucro e colocam a defesa da vida como justificativa. Justificativa que não passa de um mero slogan, uma jogada de marketing contra a vida. Há muita coisa a ser mudada, a começar pela cultura das soluções imediatas, fáceis e burras. Assim como treinamento é necessário também a reflexão de que a defesa da vida é - ou deveria ser - a função primordial de um policial. Pois somos ou não, todos nós, cidadãos de bem?
reduçaõ de calibres para policiais
Sera que este Sr. Cap. Paulo Storani, com o conhecimento que tem, ainda não percebeu que, o governo, senado, judiciário, não está nem ai para a população e os policiais, acabaram de aprovar leis que beneficia os bandidos em BrasÃlia e, alguns que foram favoráveis a aprovação destas leis tem a cara de pau de afirmar na mÃdia que não sabiam o que estavam votando. Na Cidade de São Paulo, os policiais que sai da academia, o treino do mesmo só foi 50 tiros e, esta pronto para ir às ruas defender a população, os próprios se acham inaptos para atirar, não somente isso, os mesmos tem por ano, 50 munições fornecidas pelo governo para treino, como poderiam estar preparados para um disparo em confronto, certeiro e eficaz com bandidos. Na CPI do trafico de Armas, no relatório final, foi informado que se sabia de tudo, de onde as amas vinham, quem contrabandeava, por onde passavam, quem fornecia, nomes dos bandidos e etc. Nenhuma atitude até o presente momento, foi toma para diminuir o contrabando de arma e munição, de parar os bandidos chefes dentro dos presÃdios de, passarem ordens para seus bandidinhos aqui fora. A população e os próprios policiais estão em pânico, com o tipo de segurança que o governo nos da e, diga-se de passagem que, nenhuma até o presente momento. Querem sim, desarmar a população honesta de bem, deixar-nos a mercê da bandidagem, estes sim tem todos os seus direitos garantidos, pelo governo e ongs que os defendem e dão regalias. Tirar o poder de fogo dos policiais, isso fortaleceria mais os bandidos, treinamento ostensivo, táticas de confronto, treino instintivo, e outras modalidades de treinos, isto sim fortaleceria os policiais e, os deixariam mais confiantes em suas ações no dia a dia, MAS PELO ANDAR DA CARROAGEM, COM O GOVERNOS QUE TEMOS, DE ISTO ACONTECER, NEM OLHANDO NO FUNDO DO TUNEL COM LANTERMA VERIAMOS. TOLERANCIA ZERO PARA O CRIME SIM.
Limitando a potência das armas dos policiais...
Conheci o Cap. Storani e sei de sua seriedade. Com argumento de que um melhor treinamento e disciplina podem ser preponderantes numa confrontação armada eu concordo plenamente. vale lembrar da velha história - verdadeira - dos três militares do SAS com Brownings Hi-powers que, em condições de franca inferioridade, encararam e liquidaram os guerrilheiros do IRA com AKs, sendo que eu próprio já reagi a um assalto inferiorizado diante das armas dos dois criminosos (ambos com revólveres .38SPL e eu com uma 6,35m com munições Pelletnoses da Winchester), consegui me safar e neutralizar os agressores. Porém nós sabemos que tais padrões de treinamento, no nosso mundo real, hoje, não poderiam ser alcançados ou estendidos a todos os quadros policiais. Formamos policiais "miojos", "pipocas" ...Não creio que, na atual conjuntura, dê pra vender mais essa idéia boa, porém irrealizável. No que tange às carabinas eu prefiro as boas e velhas M-1 em .30M1. De qualquer forma, a pergunta que não quer calar é como os bravos policiais apenas munidos de pistolas e carabinas poderiam fazer uma progressão ascendente numa comunidade conflagrada, sendo alvejado por fuzÃs numa distância muito maior do que as que carabinas de pouca potência poderiam cobrir com precisão. Será que em toda ação poderÃamos contar com a cobertura de helicópteros ou de atiradores de grupamentos especiais? Não imagino que seja sensato que devamos primeiro limitar o calibre das armas policiais para que, posteriormente, num gesto louvabilÃssimo de boa vontade logicamente intermediado por alguma ONG, os traficantes deponham seus fuzÃs de assalto...
ignorância
Pessoas sem conhecimento e sem compromisso não deveriam expor opinião sobre tema tão sério e que compromete a VIDA de tantos. O achismo impera em nosso Estado. Vamos fazer o seguite; colocamos o Sr que escreveu essa matéria para realizar operações em favelas com calibre .40, com todo o treinamento que ele ache ecessário, mas tem que ser com camisa de policia, e vamos ver o que esse expert, se conseguir voltar, vai achar. A operação de preferência deverá ser sexta-feira a noite no complexo do alemão ou outro similar.
Sem fundamento
Será que esse capitão já ouviu falar de ponta ôca para fuzil? Tem um monte de bocó com essa de que o fuzil não tem stopping power como o .40, o cara só pode ser um desinformado p/ dizer isso. Nunca ouviram falar em ponta-ôca? Também conhecida como Hollow Point? Nunca ouviram falar também que uma arma de fogo automático (rajadas) é indevida ao uso policial? Existem pontas de fuzil Hollow Point, isso diminuiria a transfixação de alvos... E existem fuzis semi-automáticos, isso diminuiria as chances de uma bala perdida... Santa ignorância...
xx
Delegado também não vai as ruas e fica dando pitaco nos investigadores, isso que dá aproveitar um advogado como policial após um curso walita, PolÃcia Civil é para profissionais.
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