Mortes reabrem debate sobre controle de armas
Há quase três semanas, um homem disparou contra uma multidão em em Tucson, no Arizona, matando seis pessoas e ferindo outras 19 – incluindo a deputada norte-americana Gabrielle Giffords. O tiroteio reacendeu o debate sobre a questão do controle de armas nos Estados Unidos.
O atirador Jared Loughner,de 22 anos, usou uma pistola Glock 19 e um carrregador de 33 cartuchos de balas comprados legalmente. Ele atirou pelo menos 31 vezes antes de ser detido.
O deputado Carolyn McCarthy, de Nova York, e o senador Frank R. Lautenberg, de Nova Jersey, propuseram um projeto de lei para proibir a produção e comercialização de cartuchos de munição de alta capacidade, como o utilizado por Loughner.
“O único motivo de alguém ter 33 cartuchos carregados em uma pistola é para matar muitas pessoas de forma rápida. Esses carregadores de alta capacidade simplesmente não deveriam estar no mercado”, disse Lautenberg. Enquanto vigorava a Federal Assault Weapons Ban (lei que proibia a fabricação, exportação e venda de armas automáticas como fuzis e metralhadoras), de 1994, esse tipo de carregador era ilegal. Mas a proibição expirou em 2004 e não foi renovada.
O projeto de lei apresentado pelos parlamentares acabam com as brechas existentes nas exposições de armas e impessam suspeitos de terrorismo de terem acesso a armas de fogo. Nestes eventos, a verificação dos antecedentes de um possível comprador de uma arma de fogo não é pré-requisito para a efetivação da compra.
“Este pacote de leis é direto, sensato e esperado há muito tempo”, disse Paul Helmke, presidente da Brady Campaign para prevenção à violência armada. “Temos poucas leis federais sobre armas na Constituição e, mesmo assim, elas têm brechas que podem permitir que pessoas perigosas adquiram armas de fogo de maneira muito fácil”, completou.
Segundo uma pesquisa realizada pelas empresas norte-americanas American Viewpoint e Momentum Analysis, 81% das pessoas que possuem armas de fogo no país apoiam a verificação dos antecedentes criminais para compra de armas. Ainda de acordo com a pesquisa, 90% dos entrevistados também apoiam o ajuste de falhas nas bases de dados do governo criadas para impedir que criminosos e pessoas com distúrbios mentais comprem armas. A pesquisa entrevistou 1.003 pessoas em todo o país entre os dias 11 e 13 de janeiro.
O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, falou sobre a necessidade de se corrigir este sistema deficiente de verificação de antecedentes, que acabou permitindo que Loughner – que já tinha um histórico de problemas mentais e de consumo exagerado de drogas – comprasse sua pistola.
O sistema, segundo ele, deveria “conter todos os registros de condenações, crimes de violência doméstica e ações cautelares de afastamento, uso e dependência de drogas e diagnósticos de problemas mentais, para impedir que as pessoas que se enquadram nestas categorias possam comprar armas”, defendeu.
O líder no Congresso, senador Harry Reid, de Nevada, cujas posições em relação às políticas sobre armas já lhe deram até o apoio da National Rifle Association, propôs um aumento do tempo de espera para a compra de armas.
Alguns políticos republicanos também manifestaram seu apoio à revisão das políticas sobre armas. O ex-vice-presidente Dick Cheney, defensor ferrenho do direito às armas, disse na semana passada que já estava na hora de se restabelecer uma regra que limite a capacidade dos carregadores. Já o senador Richard Lugar, de Indiana, chegou a afirmar que apoiaria o retorno da Federal Assault Weapons Ban.
Outro membro do Congresso, o deputado republicano Peter King, de Nova York, disse que proporia um projeto de lei para tornar ilegal o porte de arma próximo a prédios do governo, inclusive pelos congressistas – o limite da distância é de 300 metros.
No dia seguinte a este anúncio, King, que é presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara e co-presidente do Força-Tarefa sobre Armas Ilegais, disse que seu escritório recebeu mais de 500 telefonemas, a maioria de eleitores que discordaram de sua proposta.
Os defensores da revisão das leis sobre armas criticaram o presidente Barack Obama, que ainda não conseguiu restabelecer a Federal Assault Weapons Ban – apesar de esso ter sido uma de suas promessas de campanha. A proibição, que entrou em vigor em 2004, impediu a produção e a venda da maioria das armas semi-automáticas, apelidadas de armas de assalto.
Quando indagado sobre os planos do presidente Obama para a reforma da política de armas após o episódio do tiroteio de Tucson, o assessor de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente estava concentrado no "processo de recuperação econômica do país".
Apesar da recente atenção que o assunto tem recebido, os críticos são céticos sobre uma possível mudança na política de controle de armas dos Estados Unidos – pelo menos por agora. O Pew Center publicou um relatório na semana passada no qual declara que as manifestações públicas sobre o controle de armas não mudaram desde o tiroteio e que o estado do Arizona detectou, inclusive, um aumento na compra de armas após o ocorrido.
O Arizona já ostenta a fama de ter leis de armas permissivas. Em abril de 2010, o governador Jan Brewer assinou um decreto que permite que adultos com mais de 21 anos de idade possam andar com armas de maneira oculta em áreas públicas, mesmo que eles não possuam porte. O Arizona já é o terceiro estado com este tipo de legislação, depois do Alaska e de Vermont.
A própria deputada Gabrielle Giffords, uma das vítimas do tiroteio, era defensora da Second Amendment (Segunda Emenda da Constituição norte-americana, que permite ao cidadão ter e portar armas), o que era vantajoso para o Partido Democrata em um distrito com maioria tradicionalmente republicana. O Arizona é também o segundo maior fornecedor de armas para o México, depois do Texas.
Tradução: Mariana Mello
Foto da capa: Kita Pderosa








Comentários
O estatuto do Desarmamento: E o Brasil civilizado; dos corruptos
O estatuto do Desarmamento: E o Brasil civilizado; dos
corruptos patifes, e dos patriotas e idiotas.
No passado; patifes políticos e sacerdotes usaram o
subterfúgio do desarmamento, e da religião, para subjugar os índios americanos.
Depois de desarmá-los, foram com força e crueldade para cima
deles. Tomaram suas terras, e os confinaram em pequenas reservas.
Transformando guerreiros orgulhosos, em submissos farrapos
humanos, levando-os, a uma condição de mendigos.
E talvez hoje no Brasil, alguns tiranos estejam se
prevenindo, por temerem que a população insatisfeita, com as injustiças das
estruturas sociais, deixe que seus pensamentos vaguem pela nuvem da rebelião.
Nossos representantes sabem que seres marginalizados por um
sistema corrupto, não podem se tornar um monumento de serenidade e alto
controle.
E como poderão controlar homens sem perspectivas de vida,
que tem a consciência sangrando, por verem terras férteis em abundância, e seus
filhos desnutridos morrendo de inanição?
Uma forma esta sendo, manietar e prender parte dos insatisfeitos
no curral eleitoral, só que; estão sendo mantido com verbas roubadas
descaradamente do próprio povo, ou seja, dos aposentados!
Mas e se um dia a paciência esgotar, e toda a população
revoltada se juntar e marchar em busca do cumprimento da democracia, dos mesmos
direitos para todos, da verdadeira justiça e distribuição de renda justa?
Os corruptos até já imaginaram esta possibilidade, e estão
se precavendo: Se este pessoal se unir aos que estão presos em currais e
marcharem pela terra; melhor que estejam de barriga vazia, músculos atrofiados,
e com paus e pedras nas mãos!
Tanto os corruptos, como nós sabemos que a verdadeira causa
da violência:
É a ganância, a injustiça social e a desigualdade...
E a corrupção acobertada, pela lei de imunidade!
Através de fatos, podemos concluir que até mesmo uma caneta,
nas mãos de seres insensíveis, se torna uma arma, e mata mais que epidemia.
Para comprovar este fato, vamos recordar "Santos
Dumont", um cientista consciente que se suicidou decepcionado, por ver o
avião, sua invenção, ser usado para jogar bombas.
Então: Creio que estão preocupados, mas não com o bem estar
da população, ou diminuição da violência!
Caso o bem estar fosse suas preocupações, nossos governantes
dariam mais atenção à saúde e a educação, que são princípios básicos.
Seriam mais éticos e dariam exemplo, arrancando as flores
espinhosas dos vasos internos, apurando com mais rigor, os atos vergonhosos de
fraude e corrupção.
Em primeiro lugar, acabariam com a imunidade, que a meu ver
contradiz com a democracia, e da à certeza de impunidade aos aproveitadores,
que estão levando o povo a viver a míngua, na miséria e revoltado.
Sorte é que; enquanto o povo é engambelado, os hipócritas
que os oprime, continuam se passando salvadores da pátria!
Mas até quando conseguirão manter a população ludibriada e
desunida?
A tirania é antiga! E só vai acabar, quando o homem tomar
consciência, de que o mundo será melhor sem ela.
E enquanto isto não acontece, o espetáculo no circulo vicioso
só tende a continuar.
Desta forma criaram: O Brasil civilizado; dos corruptos
patifes, e dos patriotas e idiotas.
Sem investimento em saúde, educação, segurança, moradia, e
trabalho com salários dignos; para que haja uma justa distribuição de renda; o
Brasil pode até prosperar; mas seu povo estará regredindo no tempo!
Com suas ganâncias e corrupções, nossos governantes estão passando
mel na chupeta da população, e usando e se apossando dos impostos em favor
próprios, criando desta forma, uma raça de cordeiros submissos, dependentes e
desinformados, que estarão subjugados, ao bel prazer, dos mesmos corruptos, que
falam em democracia, ética e justiça social, mas fazem suas fortunas
ilicitamente, se achando semideus; acima da constituição, da lei, da justiça,
do bem e do mal!
Estão é esculhambando com a Democracia, com a cidadania, com
a Bandeira, com a Pátria, com a “Ordem e o Progresso”!
Pois continuam tosando, ordenhando, subjugando, escravizando
e dando ordens aos humildes; para que, somente os poderosos tenham progresso!
Este texto é de minha autoria; mas pertence a toda
população, que alem de conhecer suas obrigações, precisa conhecer seus direitos
ao trabalho, dignidade, educação, segurança, saúde e moradia!
Janciron autor independente!
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