Viva Rio faz campanha para conter cólera no Haiti

colera_brigada1.jpgO Viva Rio está recebendo doações para ajudar a conter a epidemia de cólera que, até o dia 25/10, já tinha matado mais 330 pessoas e deixado quase cinco mil internadas em todo o Haiti (dados da Organização Mundial de Saúde).

Uma das grandes preocupações do governo haitiano é que o surto se alastre na capital do país, Porto Príncipe, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas ainda vivem em acampamentos devido ao terremoto de janeiro. A falta de condições básicas de higiene torna a região suscetível à proliferação da doença. Um caso de cólera já foi confirmado pelo laboratório nacional em Bel Air, bairro onde o a ONG atua.

"O Haiti mais uma vez precisa da nossa solidariedade e atenção. Devido à maior facilidade e ao fato de encontrarmos melhores custos no Haiti, pedimos que as pessoas dêem preferência para as doações em dinheiro. No entanto, reforçamos que, mais uma vez, toda ajuda é bem-vinda”, explicou a coordenadora do programa de Voluntariado do Viva Rio, Cibele Dias.

colera_brigada2.jpgO cólera é uma infecção causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria que se multiplica rapidamente no intestino humano e provoca diarreia intensa. A doença é transmitida principalmente por meio da ingestão de água ou de alimentos contaminados por dejetos fecais.

A perda de água, que pode chegar a 20 litros por dia, levando à desidratação intensa e à morte. O tratamento imediato é feito com soro fisiológico ou soro caseiro, a fim de repor a água e os sais minerais.

A convite do Ministério de Saúde, a sede do Viva Rio no Haiti, Kay Nou (nossa casa, em crioulo), será transformada num centro de referência em tratamento, prevenção e educação durante epidemia de cólera. "Como nós já possuímos uma clínica de campanha, que é coordenada por uma equipe de médicos haitianos, o Ministério da Saúde entrou em contato com o Viva Rio para solicitar que a nossa área de trabalho se torne um centro de referência em tratamento, prevenção e educação", disse o diretor-executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, que se encontra no Haiti.

Ele ressaltou que a questão dos dejetos humanos é um problema gravíssimo no país. “Ainda existe mais de um milhão de pessoas vivendo em tendas em acampamentos, devido ao terremoto. Nesses acampamentos, as condições de higiene são complicadas. As pessoas fazem as suas necessidades todos os dias em latrinas a céu aberto, que acabam se tornando um foco de contaminação por serem de difícil higienização. Muitas vezes nesses locais também não há como lavar as mãos, o que também facilita a propagação da epidemia”, contou.

colera_brigada3.jpgNo dia 23 de outubro, último sábado, o Viva Rio promoveu uma campanha de sensibilização através de sua Brigada de Proteção Comunitária. A equipe se dividiu em grupos de 10 e atendeu dois dos maiores campos de refugiados, na Praça da Paz e no Asilo Comunal de Bel Air (fotos) - onde vivem, respectivamente, 6 mil e 2.300 pessoas. A Brigada realizou um trabalho de esclarecimento e sensibilização, além de distribuir à população soro de hidratação e garrafas de cloro. A previsão é de que a equipe de brigadistas do Viva Rio visite outros nove campos de refugiados onde a ONG já atua, além de escolas, bases e outros bairros.


FAÇA A SUA DOAÇÃO!
Para ajudar, você pode fazer uma doação em dinheiro através da seguinte conta:

Banco do Brasil
Conta corrente: 5113—6
Ag.:1769-8
Viva Rio (CNPJ: 00343941/001-28)

O Viva Rio também está recebendo, em sua sede (Rua do Russel, nº 76, Glória – Rio de Janeiro), doações dos seguintes itens:

- Água
- Sais e soro de hidratação
- Hipoclorito de sódio 2-25 (pastilhas de cloro - observar a proporção)
- Iodo
- Sabão/sabonete líquido
- Álcool-gel
- Filtros de água de plástico (com vela)

Saiba mais:

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Água para todos e perto de todos

Kay Nou: a paz é a saída

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