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Prêmio Latino-Americano de Jornalismo "Políticas de Drogas na América Latina"

27/07/2011 - 14:56
07/08/2011 - 14:56
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O Prêmio Latino-Americano de Jornalismo "Políticas de Drogas na América Latina" foi criado para incentivar os jornalistas da América Latina e do Caribe a dar cobertura e difundir com qualidade jornalística e respeito aos Direitos Humanos os problemas associados às drogas. Essa é a primeira edição do Prêmio, convocado pela associação civil Intercambios, com o apoio da Organização Panamericana de Saúde (OPS) e sob os auspícios da Open Society Institute (OSI). Por ocasião da III Conferência Latino-Americana sobre Políticas de Drogas
Data limite de inscrição e envio de trabalhos pela internet: 7 de agosto de 2011

Empurrãozinho judicial à política de drogas

De acordo com o Ministério da Justiça, há no Brasil cerca de 86 mil pessoas presas por tráfico de drogas. Até setembro de 2010, nenhum deles podia aspirar a penas alternativas, mas isso mudou com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que acaba de devolver ao juiz a autonomia para a individualização da pena. Essa decisão se soma a outras de origem judicial que vêm modificando o panorama da política de drogas na América Latina.

Um duplo exemplo jurisprudencial na Argentina

A magistrada argentina Mónica Cuñarro, coordenadora do Comitê científico para a área de entorpecentes, explica como a sentença da Corte Suprema de Justiça da Nação Argentina, que declara inconstitucional o delito de porte de entorpecentes para consumo pessoal, é um paradigma para a América Latina. A sentença não apenas rompe com uma norma punitiva mas impõe uma barreira ao poder punitivo estatal, sustentando-se nos princípios de autonomia pessoal e dignidade do homem, entre outros, como explica a especialista.

Últimos acontecimentos no continente

Saiba mais sobre o embate entre o Judiciário e o Executivo Colombiano quanto à legislação sobre a descriminalização do porte de quantidades reduzidas de droga; o esforço brasileiro por desenvolver um serviço de tratamento ao usuário de drogas que esteja à altura das necessidades da população, e a possibilidade de mudança da lei de drogas no Chile.

Drogas: América Latina busca alternativas

Na I Conferência Internacional sobre Políticas de Drogas, realizada na Argentina, ficou claro que vários países latino-americanos já deram os primeiros passos em direção a políticas de drogas que se distinguem do proibicionismo radical aplicado até o momento, com iniciativas que vão desde a descriminalização do usuário até o indulto de 'mulas'.

'A reforma é inevitável'

nadelmann_rodape.jpgDurante a sua estada no Brasil, Ethan Nadelmann, especialista em política de drogas e diretor executivo da Drug Policy Alliance, organização crítica do proibicionismo nos EUA, disse que a legalização é a solução para acabar com o mercado negro de drogas, bloquear o acesso dos traficantes a vastas fortunas, e ainda desfazer nos dependentes químicos a ilusão de que o usuário de drogas é um rebelde.

De sul a norte

De sul a norte da América existem vários exemplos de mudanças em relação às drogas: desde iniciativas na Argentina com o objetivo de rever a atual legislação de drogas não país, até a nomeação de novos dirigentes da política de combate às drogas nos Estados Unidos que estão trazendo ares renovados para o tema. Confira o nosso resumo.

A reforma legal antidrogas nos Andes: tarefas pendentes

Por Ricardo Soberón Garrido*

ricardo-soberon_portal_capa.jpgOs países da região andina, na América do Sul, têm sido receptores incondicionais dos modelos antidrogas baseados em uma “guerra” que já se arrasta por quase 40 anos, com péssimos resultados. Nesta trajetória, foram criadas leis emergenciais, forças policiais especializadas, juizados especiais, penitenciárias de segurança máxima, grupos de trabalho e xerifes antidrogas ao melhor estilo velho oeste. Entretanto, o narcotráfico evolui, segue operando e corroendo nossas democracias. Quais os desafios que permanecem nos países da região?

Comissão brasileira vai discutir políticas de drogas

CBDD_rodape.jpgA Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia vai se reunir, pela primeira vez, na sexta-feira (21), para discutir temas como a política internacional sobre drogas e como lançar um olhar científico sobre as mesmas. Este primeiro encontro, que será realizado na Fundação Oswaldo Cruz, terá a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A Comissão é um corpo interdisciplinar de alto nível convocado para facilitar o debate sobre políticas de drogas no Brasil.

Ações Integradas na Prevenção ao Uso de Drogas e Violência

Paulina_duarte_rodape.jpgA Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, explica em que consiste o programa “Ações Integradas na Prevenção ao Uso de Drogas e Violência”, que numa primeira etapa vai abranger cinco regiões metropolitanas do país, selecionadas pelos altos índices de criminalidade e por integrarem os “Territórios de Paz” do Pronasci. As cidades são: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Distrito Federal. O programa vai alcançar cerca de 22 milhões de pessoas e terá um investimento de R$ 54 milhões.

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