UPPs: pacificação ou controle autoritário?

ENTREVISTA / LUIZ ANTONIO MACHADO DA SILVA

Luiz_antonio_machado.jpgEnquanto a mídia enaltece as virtudes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) intaladas em áreas de maior concentração de violência no Rio de Janeiro, muita gente ainda desconfia do projeto, temendo riscos como a migração do crime para outras áreas e o controle autoritário da polícia sobre as camadas pobres, no que seria a mera reformulação de uma política de segurança historicamente truculenta.

Nem tanto lá nem tanto cá está o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva, professor titular do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que prefere analisar o fenômeno com o necessário distanciamento.

Machado acredita que o sucesso da inovação poderá sim levar a uma reversão parcial da brutalidade que caracteriza as tentativas de manutenção da ordem pública por forças policiais, desde que o debate em torno dela seja qualificado e extensivo a todas as partes envolvidas e os agentes policiais tenham uma boa formação para a função. Nesta entrevista ao Comunidade Segura, ele destrincha os possíveis benefícios e riscos que as UPPs podem trazer às comunidades e à sociedade sob o prisma das ciências sociais e da democracia.

A instalação de UPPs pode causar a migração ou pulverização do crime para outros lugares e provocar mudanças nos tipos de crimes cometidos?

Pode. Medir de uma forma estatisticamente fidedigna as causas desta redistribuição da atividade criminal é muito difícil, e será sempre objeto de muita discussão técnica. Mas tem havido muito boato a respeito. As próprias autoridades têm feito alertas públicos para que os criminosos abandonem os locais onde serão implantadas novas UPPs antes que comecem os trabalhos para criá-las. É como se as autoridades reconhecessem que pretendem apenas deslocar as atividades criminais. Por outro lado, não quero assumir uma atitude cínica, mas creio que mesmo o mero afastamento do crime violento para regiões menos visíveis socialmente e mais longe da grande mídia pode ser um fator positivo para desanuviar o ambiente e favorecer uma discussão mais serena sobre as políticas de manutenção da ordem pública, de modo a incluir as camadas populares neste debate.

O aumento da sensação de segurança nas regiões violentas ora pacificadas ajuda a reduzir de fato a violência na cidade como um todo?

pavao_pavaozinho_seseg.jpgPode haver um desafogo nas relações sociais, tanto nas próprias localidades quanto na cidade como um todo. Atualmente, o medo dificulta profundamente o debate organizado e aberto dos problemas públicos e, quando a discussão chega a ocorrer, contamina seu conteúdo. O medo tem sido um péssimo conselheiro: vêem-se ameaças potenciais à integridade física e patrimonial por todo o canto e em todas as interações. Isso gera uma espiral de demandas por mais repressão e um movimento generalizado de auto-isolamento da parte das camadas abastadas, deixando “ensanduichadas” as camadas populares.

Nestas, o medo não é só do crime violento, mas também da polícia, que tem cumprido à risca as demandas por mais repressão e confinamento dos pobres. Se as UPPs conseguirem pelo menos melhorar o controle do crime violento com uma repressão mais comedida, pode abrir-se espaço para um debate político mais democrático, que leve a sociedade a interessar-se pela discussão de uma política de segurança menos fundamentada nas idéias de guerra.

Que aspectos o senhor considera virtuosos no projeto das UPPs?

As UPPs são muito recentes, não estão estabilizadas, de modo que é cedo para uma avaliação definitiva. Mas já podemos especular em torno do que está acontecendo. Supondo que as UPPs venham a vingar - o que é uma possibilidade e não uma certeza - pode haver uma mudança na cultura policial, que desconfia das boas intenções dos pobres e é arbitrária e violenta. Isso vai depender do sucesso na formação democrática dos novos policiais que estão sendo incorporados para atuar nas UPPs. Se vierem a ser ouvidas, o que não será simples de conseguir, as reclamações dos moradores poderão em muito contribuir para isso – elas serão ao mesmo tempo uma consequência da boa formação dos agentes e um importante reforço para ela.

Quais os pontos frágeis?

Há riscos, e muito graves. O controle da intimidade das pessoas nas localidades onde estão instaladas as UPPs é enorme, muito além do que seria desejável e até mesmo admissível em uma sociedade aberta e moderna como a nossa. Os que ouviram falar dos Parques Proletários (conjuntos de madeira construídos durante o governo Vargas para serem locais de triagem entre as favelas e as habitações populares definitivas que seriam construídas) chegam a comentar a semelhança entre o controle exercido pelas UPPs e o exercido pela administração dos Parques Proletários, que criou e fazia cumprir um regulamento draconiano. Isso já está gerando muitos atritos entre os policiais e os moradores (assim como prisões por suposto “desacato à autoridade”). Aí está uma dificuldade crucial no processo de estabilização do programa das UPPs, que será decisiva para as intenções de enraizamento delas na vida local, um dos pontos centrais de sua filosofia, inspirada na chamada “polícia de proximidade”.

Então esse enraizamento policial pode ameaçar a democracia?

Talvez o problema nuclear para uma implantação virtuosa das UPPs seja político. Este programa está sendo pensado e implementado em um momento em que estão muito enfraquecidas as associações de moradores, que foram uma organização política de base da população urbana com muita representatividade. Acontece que o próprio sucesso das UPPs, juntamente com sua proximidade dos demais órgãos governamentais de prestação de serviços e proteção social, tem reorientado para as UPPs boa parte dos pedidos, reclamações e expectativas da população moradora. Esta tendência, que por enquanto é incipiente, parece-me o principal perigo que ronda a sua implantação. A “policialização” da política de base seria uma pá de cal no processo de democratização e expansão da cidadania na base da sociedade urbana.

Poderia explicar melhor esse enfraquecimento das organizações locais?

As associações de moradores vêm sofrendo a desconfiança – indevida, mas muito generalizada – de que possam estar coniventes com os criminosos de suas localidades e, portanto, defendendo interesses escusos. Suas reivindicações, por isso, mal são ouvidas, o que, evidentemente, reduz sua legitimidade interna. Esta, por sua vez, é também ameaçada pela necessidade de negociar sua autonomia frente aos bandos de criminosos ou, no mínimo, evitá-los – pois contrapor-se frontalmente a eles é suicídio. Como o reconhecimento das demandas locais pelos órgãos públicos é muito limitado, as lideranças vêem-se obrigadas a fazer “parcerias” com as próprias agências estatais e/ou com ONGs, sobre as quais possuem pouco ou nenhum controle.

Ao regular o cotidiano local, as UPPs podem ser consideradas um instrumento de controle cultural e político das camadas populares?

UPP_MarcosBenjamin_Seseg.jpgLegalmente, o que se chama de “poder de polícia” (a dimensão repressiva da manutenção da ordem pública) inclui o uso da força – mas da “força comedida”, regulada e limitada jurídica, administrativa e politicamente. Esta é a diferença básica entre a polícia e as forças armadas. O fundamento de uma política de segurança que envolve a proposta de criação de uma polícia pacificadora opera com uma compreensão das relações sociais que, mesmo sem esta intenção, deforma a legalidade do funcionamento do poder de polícia, militarizando as ideias sobre a prática policial. Só pode haver uma agência pacificadora onde não há paz, de modo que temos, na origem do programa das UPPs, um pressuposto de guerra urbana.

E porque não podemos chamar a situação atual de guerra ?

Qual seria o inimigo, já que é indiscutível que não se trata de uma guerra civil nem de uma guerra entre nosso país e algum outro Estado nacional? Este Outro, que não é apenas diferente de nós, e sim um verdadeiro inimigo que desestabiliza a paz cotidiana e nos atemoriza, corresponde a nossos bárbaros internos. Como consequência, está implícita na proposta de uma polícia pacificadora uma dupla necessidade: primeiro, submeter e afastar os bárbaros pela força; segundo, e ao mesmo tempo, convertê-los à civilização, isto é, a nossos próprios valores, interesses e padrões de sociabilidade.

Em artigo publicado no jornal O Globo em 20 de março de 2010, o senhor afirma que, na prática, as UPPs reforçam a dualização da cidade. Poderia explicar por quê?

Ninguém jamais propôs a necessidade de uma UPP na Vieira Souto ou na orla da Praia do Pepê, por exemplo. As UPPs são uma proposta de política de segurança pública específica para as áreas da cidade que podem ser reunidas sob o nome de territórios da pobreza, cujo exemplo mais típico são as favelas – elas é que, na opinião de quem propõe a política de segurança, precisam de uma polícia pacificadora. As outras regiões da cidade são vistas como pacíficas e já contam com uma polícia normal.

Não estou sugerindo que a dualização é intencional. Trata-se, na realidade, do que se costuma chamar de resultados não intencionais da ação: faz-se algo objetivando um resultado, mas, tendo o objetivo sido alcançado ou não, produzem-se muitas outras consequências, várias das quais não foram previstas.

Poderia explicar?

A vida social é muito complexa, de modo que é impossível avaliar todos os significados, implicações e desdobramentos dos programas de intervenção que imaginamos. Qualquer política pública ou decisão individual é sempre uma atividade aberta a imprevistos e inovações. Mas o outro lado desta criação permanente é que as variações nos padrões de sociabilidade são lentas, tópicas e por isso é muito raro que sejam reconhecidas no mesmo momento em que ocorrem. Criação e sedimentação constituem opostos onipresentes que se complementam. Não tenho a menor pretensão de haver analisado tudo o que significa este novo programa de controle repressivo da ordem pública que são as UPPs. Apenas tomei como referência alguns riscos e possibilidades que ele carrega no que diz respeito ao aumento ou diminuição da segregação urbana e das margens de nossa sociedade.

O senhor afirma que prefere "apostar em pequenas mudanças cotidianas que afastem a exceção e desfaçam margens". Poderia dar exemplos dessas pequenas mudanças que seriam mais eficazes na diminuição da violência?

Tanto as virtudes quanto os defeitos citados sobre as UPPs são indicações de tendências relativas a pequenas mudanças cotidianas, que podem aprofundar ou desfazer as margens geográficas e sociais da cidade. A mídia tem sido excessivamente entusiástica quanto às virtudes das UPPs, e eu acho isso tão perigoso quanto nocivo para o próprio sucesso do programa. Com muito menos visibilidade pública do que a defesa das UPPs, também tem havido uma completa negação de suas possibilidades enquanto uma política de segurança menos truculenta, como se se tratasse da reprodução intocada da arbitrariedade e da violência policial que tradicionalmente se abate sobre o mundo popular.

Em minha avaliação, não resta dúvida de que se trata da continuidade de uma orientação geral que penaliza grandes contingentes das camadas populares; porém, ao mesmo tempo, pode vir a representar uma reversão parcial da brutalidade que caracteriza as tentativas de manutenção da ordem pública. Em suma: há alguma inovação no programa; qual será sua direção, vai depender da extensão, da qualidade e da natureza dos participantes do debate que vier (se vier) a se estabelecer em torno dela.

Comentários

E as milícias, professor?

É curioso que em toda a entrevista não tenha sido citada a palavra "milícia".
Eu perguntaria, UPP ou milícia?

É interessante o "distanciamento"...

É interessante o "distanciamento" da ACADEMIA da realidade fática das ruas.

Pode haver DEMOCRACIA sem que o estado detenha o contrôle do território das cidades? O professor pergunta porque ninguém cogita a criação de uma UPP na Vieira Souto, bem ao estilo factóide do antigo alcaide carioca.

Não se cogita PORQUE o 23º BPMERJ, a 14ª e 15ª DPs, já estão lá em Ipanema, Leblon e Gávea, fazendo o policiamento ostensivo e as investigações, dando ao CIDADÃO do "asfalto" aquilo que agora é concedido ao CIDADÃO das favelas, ou como vocês preferem, "comunidades".

Uso e prefiro FAVELA por conta das origens históricas do termo, que vem de Canudos e é simbolo de resistência.

Outra coisa que chama a atenção é a sugestão de que as Associações de Moradores e seus líderes não estejam sendo ouvidas por conta de um certo preconceito contra elas, pela suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

E neste sentido, mais uma vez o professor se distancia da realidade, porque as Associações de Moradores possuem ASSENTO, VOZ e VOTO nos Conselhos de Segurança Comunitária onde são OUVIDAS e RESPEITADAS. E digo isso com tranquilidade de quem COMPARECE a tais reuniões promovidas mensalmente no 23º BPM, na 14ª DP e na 15ª DP.

Ali todos estão muito felizes com as UPPs porque agora, e somente agora, todos podem levar suas demandas À POLÍCIA e à JUSTIÇA e não apenas aos tribunais do tráfico de drogas, como ocorria alhures.

Por fim, não entendo a necessidade de CRITICAR, de pessoas que deveriam ser mais esclarecdidas, sem dar tempo ao tempo.

Essa "esquediopatia" crônica de antropólogos e sociológos é que produzem a CIDADE PARTIDA, promovendo a LUTA DE CLASSES e estabelecendo "estados ditatoriais" fictícios onde eles não existem.

A pesença da POLÍCIA é o primeiro passo para a REDEMOCRATIZAÇÃO das favelas, mas agora cabe à Prefeitura fazer a sua parte e levar os demais serviços ao CIDADÃO que ali reside, porque inclusive nas reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança o que mais se ouve é reclamação sobre as mazelas do município que acabam por refletir na segurança (desordem urbana, camalôs, população de rua, iluminação pública, etc).

Então, fica o convite aos leitores desse fórum QUALIFICADO para que deixem os gabinetes e salas refrigeradas de suas faculdades, indo aos CCS de seus bairros para OUVIR, CRITICAR, SUGERIR e PARTICIPAR da segurança pública, porque ela é DEVER do estado e um DIREITO de todos.

Inspetor Figueiredo - 14ª DP/Leblon

 

É impressionante como o

É impressionante como o inspetor finge que não entendeu. Quando o senhor mesmo fala da razao de não haver UPP´s na Vieira Souto, apenas 'repete' o que o p´roprio autor do texto já dissera: "As outras regiões da cidade são vistas como pacíficas e já contam com uma polícia normal." (em relação às favelas).

Quer usar o termo 'favela' em função de um significado que hoje em dia não faz o menor sentido. Resistência? As pessoas moram na favela por que querem 'resistir'? Vc acha que os moradores de favela são o que, revolucionários natos? Acha que Cantagalo é uma espécie de Araguaia urbano pós-moderno?

O problema é que o dito inspetor apenas quer ouvir as 'coisas boas' das UPP´s (por sinal, o 'inspetor' ignorou as vantagens das UPP´s citadas pelo autor pelo texto). Pelo visto, acha que as UPP´s sao uma panacéia, uma solução mágica e infalível. Não aceita o fato de ter, eventualmente, pontos negativos ou que devam ser remodelados, flexibilizados. Repensados. E isso justamente para que ele funcione, atinja o fim que propõe. Verificar o que não está funcionando para se tentar melhorar éimportante.

Vemos casos de corrupção e bandidagem policial diariamente, na TV e nos jornais. Arbitrariedade e abuso de poder por parte da polícia do Estado estão aí para todos vermos. Não é imposível que isso também se reflita nas UPP´s, como ranço disso tudo que vemos todos os dias. O Estado pode querer reverter a situação, a própria Polícia também; daí a conseguirem, são outros quinhentos. Por isso,é importante sim, alertar para os riscos do "controle draconiano" se erguerem através das UPP´s. Riscos, não uma coisa que vá necessariamente ocorrer. Não sei, por exemplo, quantas pessoas passam o constrangimento de serem revistadas todos os dias nas favelas.

Nem se discute a mesma visão romântica do inspetor acerca do 'choque de ordem'. A única coisa que parece interessar para ele é a retirada a população de rua, dos camelôs, sem sequer mencionar a necessidade de uma ação política pública efetiva e eficaz que resolva os problemas dessas pessoas (no melhor estilo da limpeza urbana). Veja bem, não só os nossos problemas; os deles também. Então, pergunta-se: o choque de ordem é para quem? para ajudar a regularizar, oferecer um programa de profissionalização/emprego/moradia digna para essas pessoas ou apenas (apenas!) para 'limpar' a cidade? O inspetor parece achar que basta empurrar a sujeira para debaixo do tapete. A democracia parece bastante falha nesse sentido, pois se nos compraz (nós, do asfalto, a classe média e alta que anda apertada entre os camelôs das ruas de copacabana) não parece fazer o mesmo pelos outros.

UPPs contrapontos

Leiam e vejam outras opiniões... só o positivo é duvidoso... como só o negativo também... se informe para ter a sua opinião... abraços Daniela Acosta

Eu vivo em uma comunidade

Eu vivo em uma comunidade pacificada, e digo com a boca cheia!! agora somos tratados como gente!!

É ENGRAÇADO VER COMO MEMBROS DESSA BURGUESIA ESQUERDISTA HIPÓCRITA (LUIZ ANTONIO MACHADO DA SILVA E Patricia Vianna), fazem para achar defeito no que realmente funciona. Como disse o nosso ilustre Inspetor: levantem a bunda gorda de vcs dessa cadeira estofada, e saiam dessa sala com ar condicionado e vejam a realidade. Bom.. e só para lembrar.. 90% dos sociólogos brasileiros vivem de teorias inuteis, sociologia é comunismo puro aqui no Brasil.

Fale para esse professor falar de Cuba, e verão que ele irá ignorar as reações autoritárias e truculentas daquele regime esquerdista. Esquerdista frustrado é sempre assim.. 2 pesos e 2 medidas.

Em favor de um policiamento eficiente

Acredito na implantação e nos bons resultados das UPPs, nas comunidades! Penso, que não é só
a polícia que tem que repensar novas formas de atuação para melhorar o seu serviço mas, também a própria população mudar os seus hábitos, de forma positiva.
O problema no comportamento, deve ser exercido pelos dois lados. Não se pode falar em progresso, com desordem. É evidente que, não se deve privar a liberdade das pessoas. Do seu direito único de ir e vir. Mas, tudo tem seu preço. A polícia tem que ser fiscalizada, é claro. Não só pelas associações de moradores mas, também pela sociedade e poder público, a fim de não se cometer erros do passado. Mas, a população também, tem a sua grande responsabilidade!
Temos que entender que, a criminalidade existe a milênios, tem que ser combatido por todos!
Acho que o grande quê da questão, possa ser o problema de GESTÃO! Se for bem administrada pelo estado, logo iremos sentir os resultados. Problemas existem em qualquer lugar. Até em nossa casa! Sobre a questão dos criminosos descerem para o asfalto, basta a polícia combater isso. Não tem mistério. Sou super a favor, também, de câmeras na cidade, a fim de dinamizar o serviço de segurança. Se detectou o delito, a atuação deve ser imediata. A polícia deve sim, se preparar muito , em relação a isso!

deixem nas mãos dos traficantes mesmo!

tem gente querendo achar pelo em ovo! faz o seguinte deixem nas mãos dos traficantes! eles são tão bonzinhos...

upps

Gostaria de fazer um protesto a ideia da Upp é ,por um lado,otima mas o que está acontecendo é que os bandidos que a policia expulsa ficam soltos e pelo jeito eles estão vindo para o méier...desde que começaram as upps o Meier virou um inferno,tem assalto tiroteio arrastões,moro aqui a minha vida toda e nunca tinha sido assaltada só neste ano fui assaltada aqui no meier 3 vezes, e na minha familia TODOS foram assaltados aqui,peço para olhar também por aqueles que não vivem em comunidades pagam os impostos e tentam viver tranquilos ,sair para trabalhar,levar os filhos na creche e etc...olhem por nós também...

Não somos juizes de ninguém.

Não acredito que o governo tenha criado as UPPS para que desse errado. Temos que acreditar nas boas intenções.
Devemos lembrar que o novo assusta mesmo. E que sendo novo, está sendo testado, e erros acontecem, só devem ser corrigidos. Espero que em breve tudo seja resolvido.
Moro no "asfalto" e também estou sofrendo as consequências, a violência aumentou muito, arrastão, assalto, morte.
Mas acredito que o sacrifício é válido quando se está buscando a melhora, a cura.
Temos que pedir a Deus para que tudo dê certo, e esperar.

UPPs

A estratégia política por trás da implantação das UPPs é evidente, mas não se pode negar os benefícios que levou à população das comunidades.

Estudantes de Direito da UFF reuniram o deputado Marcelo Freixo, o coronel Robson Rodrigues e o antropólogo Roberto Kant em um debate a respeito das UPPs:

O que é melhor para os moradores das favelas? GUERRA OU PAZ ARMADA?
Leiam e opinem também em nosso blog: http://tinyurl.com/2445884

Muito há para discutir sobre esse assunto tão polêmico, que interfere diariamente no cotidiano dos moradores do Rio.

Onde mora o Professor?

Apenas uma moradora de comunidade pacificada fez comentario, e disse que aprova as UPPs. Segundo a Veja Rio, mais de 90% das pessoas ouvidas nessas comunidades tambem aprovam. Sugiro que o Professor passe 30 dias morando numa favela sem UPP, e depois mais 30 numa com UPP. Tenha essa experiencia, Prof, e depois nos diga quais seriam as "pequenas mudancas cotidianas" que sugere. Digo: a menos que o senhor ja more numa favela...por acaso o senhor mora numa?

péssimo entrevistado

esse LUIZ ANTONIO MACHADO DA SILVA é um péssimo entrevistado, muito dualista, não sabe responder as perguntas direito, não tem uma opinião que possa ser levada a serio, não é a favor das UPPs nem contra, cara estranho não se decide.
APATIA é morte!

Por que não fala em educação, emprego, saúde etc?

Por que não fazem uma análise de classes do que esta acontecendo? Já leram As Teses de Feuerbach, de Karl Marx? Tem uma parte que diz assim:"as ideias dominamtes, são as ideias das classes dominantes". Isto é, é importante saber de qual lado a polícia esta, claro que um aparato que se beneficia do monopólio da força - neste caso a unica institução que pode matar - esta a favor de quem delega esse poder a eles, ou seja, a classe dominante! Agora, façamos uma análise da classe dominada. Por que os traficantes ocupam essa posição atualmente? Alguém já perguntou para um traficante se ele teve oportunidade de emprego? Se tem um hospital de qualidade perto de casa que seja gratuito? Se teve condições de ir para a escola? etc! Acredito que não, pois é mais fácil utilizar do aparato policial para calá-los e jogar mais ainda a culpa da atual situação para cima deles, do que caracterizar isso como um aspecto da nossa sociedade, ou seja, uma sociedade de classes, onde temos exploradores e explorados, opressores e oprimidos, ricos e pobres. E essa situação tende a aumentar com a degenaração do capitalismo e das relações monetárias. Nos próximos anos veremos mais disso, pois o Governo vai fazer um processo de higienização das metrópoles para sediar a Copa do Mundo e as Olimpiadas, é só esperar para ver, talves tenhamos uma outra "Revolta da Vacina"

A Catástrofe do Rio de Janeiro

Finalmente as autoridades tomaram providências contra o crime no Rio de Janeiro. Mas o que não podemos deixar de abordar, o contra-bando organizado nas fronteiras do Brasil com os países da América do Sul.
Não irá adiantar nada instalar bases das UPPs nas favelas, enquanto não barrarem o contra-bando nas fronteiras. Devem-se ser tomadas providências, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o território brasileiro. Medidas ,como por exemplo, reforçar o monitoramento e o policiamento nas fronteiras. A tecnologia está aí para isso, para agilizar a segurança. Outra coisa, a policia militar não deveria estar envolvida totalmente nesta catástrofe. Porque enquanto a policia está lá no morro, o resto da cidade estará sendo alvo dos ladrões. O certo seria só o policiamento especializado neste tipo de ocorrência, pois os militares estão despreparados para este tipo de caso. Deveriam ser ratreados as conversas dos ladrões, e a policia agir imediatamente.
Aqui está um apelo de um cidadão brasileiro, preocupado com a cidadania e a democracia deste país.

Fácil criticar, dificil é fazer

É muito facil para o nobre sociologo, na certa defensor dos direitos humanos dos traficantes e bandidos anistiados pela AI, criticar essa politica. Mas não tem outra maneira, tem que ser mesmo na base do porrete.
Isso é guerra meu povo parem de hipocrisia e papo furado, em guerra tambem se morre inocentes é assim que as coisas evoluem.

UPPs

O crime a que se refere este texto é um atentado à democracia. O que temos visto é a "autocracia dos bandidos". Só os tolos e os medíocres não percebem e, em função disso, muitas vidas foram sacrificadas. Mas uma pergunta fica no "ar": por que medidas como as que estão sendo tomadas agora não foram tomadas antes???

Que enrolação...

Pergunta:Aonde esse indivíduo mora?
Resposta: Na Disnelândia.

Todos precisamos abrir os

Todos precisamos abrir os olhos e olhar fundo e criticamente para todo os cantos. As UPPs ao menos estão acabando com o dominio dos traficantes, que muitos moradores falam que são gente honesta.
A policia está certa em fazer duras nos bandidos e está na hora de o governo autorizar a morte de todos os grandes traficantes do rio e também a invasão das outras comunidades. Sei que os bons moradores e trabalhadores dessas comunidades não tem culpa disto que está acontecendo, mais o único jeito de mudar e acabando de vez com a bandidagem e depois com a corrupção do governo e da policia, mais isto será uma tarefa impossível, pois o governo pertence a um sistema de corrupção em que apenas 5 ou 6 não estão envolvidos. Ae só mesmo "porrada neles" é que a história vai mudar.
Não sou contra nem a favor das UPPs, mais sou a favor do fim do tráfico de drogas e do dominio dos traficantes nas comunidades do rio e a unica solução para este problema e a execução de uma operação de resgate e salvamente dessas comunidades onde o objetivo e a eliminação total dos bandidos e não a prisão!
Bandido mata sem pena e está na hora de o governo ver isso e fazer o mesmo com eles, não importantando se são de classes mais desfavorecidas ou da classe média ou alta, para mim, fim neles!

Sou favoravel as Upps

Não vejo a UPP como a salvação, mas sim como uma escolha.Uma escolha de mudança do governo do estado que recuperou o poder em Areas de Risco.

Existem problemas nas upps sim, e são muitos, mas é melhor uma upp implantada em uma comunidade com o trafico enraizada a dez, vinte, trinta anos do que simplesmente não fazer nada.

O Governador Sergio Cabral tem seu mérito nisso, foi uma atitude diante um mar de alianças e indiferença.O que eu digo é que é muito mais facil a imprensa chegar a estas areas e dizer, olha aqui morre gente que é contra a policia do que fazer isso com o trafico de Drogas.

Não é a salvação mas sim um inicio.E partir para a critica é parte dos jornalistas, da imprensa, da sociedade civil...o que não existe em areas de milicia e em areas dominadas pelo trafico.Hoje a proposta das UPPS é um policiamento sem armas de fogo, isso por si só ja é um ganho.

A sociedade sem crimes so vem da educação.Alguem aqui ja viu o que é um professor em escolas publicas lotadas de filhos e parentes de traficantes?
Um inferno!!
Bem, é isso...tenho mais argumentos, mas acho que ja fui longe de mais.

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